11.5.09

Boas pessoas

Há uns anos, quando estava a acabar a faculdade, foi surpreendido pelo comentário de um amigo que disse achar que ele era, fundamentalmente, uma boa pessoa. Gostou de se ver assim resumido: uma pessoa boa. A partir desse momento passou a avaliar grande parte dos seus actos à luz do que um homem bom faria. Tornou-se num bonzinho fajuto. Os anos passaram e esta tentação encontra-se hoje consideravelmente mitigada. Não sei se ainda será (se é que alguma vez foi) um homem bom. Mas se for o caso, por favor, não lho digam.

Damn you, news

Repudio veementemente esta notícia, que revelou total desconsideração por este blog, nomeadamente por este último post. Se o objectivo era embaraçar-me e reduzir ao ridículo o ponto que tentei aí fazer, obrigadinho. Conseguiram.

8.5.09

Assumir as suas ideias


Mudar de opinião até que é uma coisa saudável, tanto para os homens e mulheres, como para os partidos. Isso não significa que qualquer mudança de opinião seja de saudar. Há, por exemplo, aquelas pessoas que têm o irritante hábito de começar uma conversa a defender uma posição e a meio já estão a dizer o oposto, como se sempre o tivessem feito. Ora, não chegando a este ponto, intriga-me este hábito que o PSD tem vindo a consolidar no que toca a algumas das suas votações no Parlamento, nomeadamente de iniciativas legislativas fundamentais para a democracia portuguesa, como é o caso do financiamento partidário. Num momento o PSD está a votar a iniciativa num determinado sentido, uns dias depois já está a recuar e a querer mexer no seu articulado. Foi também o que aconteceu com a votação do estatuto político-administrativo dos Açores, onde o mesmo PSD que votou favoravelmente o diploma já estava, uns dias passados e perante as críticas do Presidente, a questionar as escolhas feitas. Supondo que o sentido de voto do partido liderado por Ferreira Leite não é fruto do acaso mas sim de reflexão e ponderação, espantam-me estas tergiversações quando chega o momento de, face às críticas, fundamentar as suas escolhas.

Quando a arte antecipa a realidade


A escolha de um juiz para o Supremo Tribunal constitui um dos momentos altos do mandato de um Presidente americano, tendo em conta a influência deste órgão enquanto último intérprete das leis e da Constituição e do legado dos Founding Fathers. A provável saída de David Souter daqui a uns meses permitirá, de forma algo inesperada, que Obama proceda à sua primeira escolha (de duas ou três, no máximo) para o Supremo Tribunal. O Rui Branco já explicou de forma exemplar como o percurso de Obama parece decalcado de um guião do West Wing. Com esta nomeação que se perspectiva, Obama vai poder uma vez mais buscar inspiração na série de Sorkin, Resta saber qual o episódio que escolherá seguir: este ou este?

7.5.09

i já saiu o novo jornal diário

Apraz-me ver que, ainda que por curta margem, os leitores do novo jornal diário i parecem ter mais bom senso do que sindicatos, patrões e Governo, os quais, de acordo com a primeira capa do jornal, estarão todos de acordo quanto a querer menos imigrantes.

Resultados do inquérito
Portugal deve ter menos imigrantes para combater o desemprego?

NÃO: 51%
SIM: 49%

Votos: 325
Período: 06-05-2009 ate 07-05-2009 (às 16.40)

6.5.09

Breves (bem, mais ou menos) comentários às séries da minha vida


Identificadas as séries da minha vida, um ou outros comentários. Les Cités D’Or. As fabulosas aventuras de três amigos (Tao, Esteban e Zia) e o primeiro contacto com o exótico mundo da América sob o domínio de Castela. Adrian Mole foi uma antecipação do que viria a ser a tragicomédia que é a adolescência. Starsky & Hutch e os Soldados da Fortuna: pura adrenalina e, no meu caso, um sabor a transgressão, pois tinha de fingir ir deitar-me para que a minha irmã mais nova não quisesse ficar a assistir ao que se tornara uma prerrogativa de irmão mais velho. Dempsey e Makepeace, bem... Makepeace.

Segunda fase. Com Norte e Sul terei tomado pela primeira vez contacto com a Guerra Civil americana, assim como com os generosos decotes dos espartilhos da época. Hitchcock. Acho que, antes dos filmes, foi com estas séries que conheci as primeiras obras do mestre do suspense, com histórias que ainda hoje dou por mim a perguntar a amigos: “e lembras-te daquela da tentativa de fuga de um prisioneiro que acaba enterrado vivo no caixão?”. All in the family, que achava que tinha um humor esperto, sobretudo na relação entre o magnífico Archie Bunker e o cunhado de origens polacas (que é igualzinho ao Rob Reiner com menos 70 quilos).

Bem, isto já caminha para o aranzel, por isso, abrevio: Family Ties, terno; Yes Minister, inteligente e, juntamente com o Black Adder himself, deu-nos um dos melhores cínicos do seriado televisivo, Humphrey. Black Adder, a última das minhas séries A.S (Antes de Seinfeld). Seinfeld e Larry David, uma espécie de Darwins do humorismo. Nada ficou igual depois deles.

West Wing devia ser dado nas aulas da faculdade sobre o sistema de Governo americano. Também foi a mais empolgante das séries que vi, tendo facilmente sido contagiado pelo seu idealismo. Idealismo que, a meu ver, está exactamente na dose justa. Mais um grama e o copo transbordaria. Acho que foi isso que aconteceu quando tentei ver a seguir o Studio 60 on the Sunset Strip, também do Aaron Sorkin. É um West Wing que, em vez da Casa Branca, passa-se nos bastidores de um estúdio de televisão. E desta vez acho que o copo transbordou.

Estava criado o terreno ideal para o The Wire, uma espécie de negativo do West Wing. Em vez do idealismo deste, temos o desencanto; em vez da nítida distinção entre o bem e o mal, temos uma amálgama de valores, que se reflecte nas personagens, as mais complexas de todas as séries. Partilha com o West Wing o título da melhor série que vi.

Posto isto, passo esta corrente ao A.R, se para isso tiver paciência, e ao Tiago Antunes. Se os conhecesse, passaria ainda a corrente ao Daniel Oliveira, ao Tomás Vasques e ao Eduardo Pitta, os bloggers que, de momento, além do remetente desta corrente, sigo com mais gosto.

Boas notícias (actualizado)

Les députés européens ont confirmé, mercredi 6 mai, leur opposition à toute coupure administrative de l'accès à l'Internet en cas de téléchargements illégaux. Ce vote montre une nouvelle fois l'opposition du Parlement européen au projet de loi Création et Internet, actuellement discuté en France.

Adenda: o voto dos eurodeputados portugueses (retirado daqui)

407 votos a favor

GUE/NGL: Ilda Figueiredo, Miguel Portas, Pedro Guerreiro PPE-DE: Ribeiro e CastroPSE: Ana Gomes, Armando França, Edite Estrela, Elisa Ferreira, Emanuel Jardim Fernandes, Francisco Assis, Jamila Madeira, Joel Hasse Ferreira, Manuel dos Santos, Paulo Casaca

57 votos contra

PPE-DE: Assunção Esteves, João de Deus Pinheiro, Vasco Graça Moura

171 abstenções

PPE-DE: Duarte Freitas, Luís Queiró, Sérgio Marques, Silva Peneda

5.5.09

Séries da minha consistentíssima vida

O Pedro Adão e Silva passou-me uma corrente. E logo sobre séries. Fez o meu dia. Vamos a isso, então. Assim de repente, e reservando um comentário sobre algumas delas para quando despachar o expediente de hoje (bem, todo não, talvez só o mais urgente), aqui vão as 15 séries que, admitindo – sem conceder – que a minha vida tem algo a que se possa chamar consistência, a elas também se deve.

As séries da infância
– Les Mystérieuses Cités d'Or
– Adrian Mole
- Starsky & Hutch
– Os Soldados da Fortuna
- Dempsey e Makepeace

As séries da adolescência
– Norte e Sul
- Hitchcock apresenta
– All in the Family
– Family Ties
- Yes Minister e Prime Minister

As séries da adolescência tardia
– Black Adder
– Seinfeld

As series do presente, seja lá que fase é esta
– Curb your Enthusiasm
– The West Wing
– The Wire

ps: agora vou pensar sobre como vou passar esta corrente a alguém, se não conheço praticamente nenhum blogger.

4.5.09

Olhem quem está de volta: o Chris de blhurc

Enquanto medito nisto e a gripe mexicana está no intervalo (o Prós e Contras, quero eu dizer) e passeio os olhos pelos anúncios em modo mute, não resisto ao apelo para escrever um dos nomes incontornáveis do panorama musical dos anos 80 e, provavelmente, o artista mais mal aconselhado no que à escolha de nomes artísticos diz respeito.

Vasco Granja - 1925-2009 (revisto)

Graças a ele, a generalidade das crianças da minha geração puderam contactar com uma parte do universo do cinema de animação que ía muito além dos personagens da Disney. Lembro-me de gostar dos filmes do Tex Avery e de me aborrecer tremendamente com o cinema de animação checoslovaco - à data, como hoje, um dos expoentes desta arte. O que eu tenho pena é que quando cheguei à idade adulta e me senti finalmente apto a absover os ensinamentos dos Jiri Bartas e dos Jiri Trincas, o Vasco Granja e o seu saber enciclopédico sobre cinema de animação, que parecia viver com um entusiasmo pueril, já não passassem em nenhum canal de televisão. Entusiasmo e generosidade, é o que me fica deste homem, a quem um dia (talvez há uns dez anos) um grupo de amigos, que se iniciava no gosto por esta arte, perguntou se estaria interessado em assistir, em casa de um deles, a uns filmes de animação. Convite ao qual respondeu prontamente que sim e que, infelizmente, acabaria por não acontecer por motivos de saúde do próprio, conforme amavelmente nos explicou na altura a sua mulher. Talvez assim descrito isto não pareça particularmente digno de se registar no dia do seu desaparecimento mas a sua disponibilidade e a alegria com que pareceu fazê-lo deixou em mim a ideia de alguém francamente generoso. E eu gosto de pessoas generosas.

Anacronismos

Bem sei que isto de andar entusiasmado com o blog e querer falar sobre isso faz tanto sentido nos dias que correm como chegar aqui e pôr-me a dissertar sobre as maravilhas da televisão a cores. Dito isto, e depois de um fim-de-semana alargado longe da Internet, queria apenas dizer o seguinte: tive saudades tuas bloguinho.

30.4.09

Dicas para embalar bebés de 7 meses que insistem em achar que 06.00 é uma boa hora para acordar

Música para todas as idades

É comum dizer-se que não há boa nem má música específica para as crianças mas que há apenas boa e má música. Ponto. Nesta ideia parece subentender-se que é a boa (ou má) música para os adultos que é igualmente boa (ou má) para as crianças. Menos usual, porém, é entender-se o contrário, que existem músicas dirigidas para as crianças que são excelentes obras para um público qualquer idade. É o caso desta fantástica trilogia da bicharada: “Caracol”, “Borboleta” e “Galinha Pedrês”, que, por mais de uma vez, dei por mim a ouvir, sozinho, no carro. A edição é da criativa Companhia de Música Teatral e o seu autor Paulo Maria Rodrigues, o único doutorado em Bioquímica e Genética Aplicada pela Universidade de East Anglia que ouvimos lá por casa.





29.4.09

Perfect lines. So inspired. So well written, Yet so simple

JERRY: So as you can see, I've got a little problem here.
GEORGE: Well if I'm hearing you correctly. And I think that I do, my advice to you is finish your meal, pay your check, leave here, and never speak this to anyone again.
JERRY: Can't be done, huh?
GEORGE: "The Switch?"
JERRY: "The Switch."
GEORGE: (Shakes head) Can't be done.
JERRY: I wonder.
GEORGE:(Pounds table.) Do you realize in the entire history of western civilization no one has successfully accomplished the Roommate Switch? In the Middle Ages, you could get locked up for even suggesting it.
JERRY: They didn't have roommates in the Middle Ages.
GEORGE: How do you know?
JERRY: Well, for one thing, they didn't have apartments.
GEORGE: Well, I'm sure at some point between the years 800 and 1200, somewhere there were two women living together.
JERRY: The point is I intend to undertake this. And I'll do it with or without you. So if you're scared, if you haven't got the stomach for this, let's get it out right now! And I'll go on my own. If not, you can get on board and we can get to work! Now what's it going to be?
GEORGE: All right, dammit, I'm in.
JERRY: I couldn't do it without you.


JERRY: All right. So I tell Sandy that I want to have a ménage à trois with her and her roommate.

GEORGE: That's right.
JERRY: And you believe this course of action will have a two-pronged effect. Firstly, the very mention of the idea will cause Sandy to recoil in disgust, whereupon she will insist that I remove myself from the premises.
GEORGE: Keep going.
JERRY: At this point, it is inevitable that she will seek out the roommate to apprise her of this abhorrent turn of events.
GEORGE: Continue.
JERRY: The roommate will then offer her friend the requisite sympathy even as part of her cannot help but feel somewhat flattered by her inclusion in the unusual request.
{George takes over.}
GEORGE: A few days go by and a call is placed at a time when Sandy is known to be busy at work. Once the initial awkwardness is relieved with a little playful humor, which she (Laura) of course cannot resist, an invitation to a friendly dinner is proffered.
JERRY: Huh. Well, it all sounds pretty good. There's only one flaw in it: They're roommates. She'd have to go out with me behind Sandy's back. She's not gonna do that.
{Another pregnant pause. George?}
GEORGE: You disappoint me, my friend. Sandy wants nothing to do with you. She tells Laura, "If you want to waste your time with that pervert, that's your problem."
{Final pause. Jerry?}
JERRY: It's a perfect plan. So inspired. So devious. Yet so simple.
GEORGE: {George, finger in the peanut butter jar}: This is what I do.

Seinfeld, "The Switch", episódio 97.

28.4.09

Sabedoria Seinfeld

À espera de um sentimento de culpa


Vi recentemente “O Leitor”, de Stephen Daldry. Neste filme, Hanna Schmitz (Kate Winslet) é uma ex-guarda de um campo de concentração (Auschwitz), que se envolve, 13 anos depois do fim da guerra, com um rapaz de 15 anos. Aparentemente, Schmitz vive o seu dia-a-dia sem ponta de remorso pelo seu passado. Esta ideia parece confirmada pela atitude que revela durante o julgamento, onde a sua defesa se resume à invocação de que sacrificou dezenas, centenas de vidas humanas em nome de uma ideia para ela suprema, a da ordem, da ausência do caos. Mas depois há aqueles banhos, que alguns dizem ser uma mera manifestação de um forte sentido de higiene pequeno-burguês, recentemente adquirido pela classe baixa e média alemã. Não consigo, no entanto, de deixar de ver nesses banhos, com contornos obsessivos, uma manifestação do sentimento de culpa subconsciente de Schmitz. Como em "À espera dos Bárbaros”, de Coetzee, onde a figura de um juiz, que vive num lugar pacato na periferia de um império, é confrontada com a prática das maiores crueldades pelas mãos de um carrasco que age, precisamente, em nome do império que o juiz representou durante toda a sua vida. Neste despertar, o juiz questiona-se sobre o que faria aquele carrasco, que executa com aparente desprendimento as mais cruéis tarefas, no regresso a casa para junto da sua família: “lavaria cuidadosamente as mãos antes de lhes tocar”, perguntava-se? E depois há a forma como o juiz parece expiar a culpa pela sua cumplicidade com aquele regime, acolhendo sob a sua protecção uma das vítimas do carrasco, uma jovem bárbara (o inimigo), violentamente agredida e a quem lhe roubaram a visão e assassinaram o pai. Para além de a alimentar, durante meses (ou anos), o juiz passava as noites a lavar as feridas desta jovem. Demorada e minuciosamente. Com persistente obsessão. De alguma forma como Schmitz, pareceu-me. Será talvez uma espécie de recusa minha em aceitar a amoralidade com que Schmitz parece encarar o seu papel na máquina da Solução Final? Ou de um quadro de valores em que de um lado está a ordem (o bem) e do outro o caos (o mal), o que seria visível na reacção facial de asco com que Schmitz reagiu a um cenário em que a consequência do seu acto seria, precisamente, a desordem e o caos? Admito que sim. Mas no fundo, no fundo, no fundo, no fundo, ela tinha uma noção do mal em que estava a participar.

Autárquicas Lisboa, ainda a sondagem

O Pedro Adão e Silva diz que a sondagem para o município de Lisboa divulgada pelo Correio da Manhã no passado fim-de-semana permite-nos “de algum modo antecipar os efeitos de uma eventual candidatura de Alegre às legislativas, fora do PS”, verificando, com eventual surpresa, que o partido mais prejudicado pelo “efeito Alegre” é o BE e não o PS.

Olhando para trás, parece-me que esse efeito já era de alguma forma perceptível no resultado da eleição intercalar, na qual o BE obteve 6,82% dos votos, menos 2% dos votos obtidos em Lisboa nas eleições legislativas de 2005, num cenário em que tinha como cabeça de lista um independente e que, por isso, deveria, em tese, alargar a sua base eleitoral, e pelo facto de haver uma outra candidatura independente, a disputar o mesmo terreno ideológico (se assim se pode dizer).

A crer na sondagem do CM, dir-se-ia, por um lado, que se acentuou a competição entre estas duas candidaturas, com vantagem para a de Roseta (apesar de também registar uma queda da intenções de voto), o que poderá também acusar a ruptura entre o BE e o independente Sá Fernandes, que continuou a apoiar o executivo de António Costa. Por outro lado, dois anos após aquelas eleições, o PS parece recuperar uma parte do eleitorado que, em 2007, apoiou as listas encabeçadas por Sá Fernandes e Roseta, dado que é o único partido que regista um significativo aumento nas intenções de voto.

27.4.09

H1N1

É interessante notar que uma parte da blogosfera (pelo menos a que leio com regularidade e que está referida aí ao lado), tão lesta a comentar os mais ínfimos detalhes da actualidade, pareça tão desinteressada do que tem todos os sinais de ser uma preocupante ameaça à saúde dos habitantes do planeta, de consequências potencialmente devastadoras. Será por não se tratar de um assunto político, grande catalisador de textos por estas bandas? Mas não é política saber como deve ser feita a prevenção numa situação destas, como é que as autoridades públicas devem gerir a informação e que iniciativas devem ser adoptadas, em que cenário se justifica o fecho de fronteiras (gostava que me explicassem isto)? Acho um verdadeiro mistério o silêncio a que esta blogosfera votou esta matéria.

Ps: apenas ouvi falar disto no Banco Corrido.

26.4.09

Mudam-se os tempos mas não as vontades (musicalmente falando)

Finda a euforia musical-intervencionista de Abril, regresso aos clássicos.

Gould


E este fabuloso Waits, romântico e melancólico até à medula, hereticamente esquecido há meses, senão mesmo anos, na gaveta dos cd's, até que ontem alguém disse numa festa (sim, fui a uma festa, com filhos mas era uma festa, tenho a certeza) que era o disco da sua vida. Em boa hora.

Waits

E entretanto o solzinho baril a ir-se embora

O post anterior era para se resumir ao último parágrafo.