17.5.09
Múltipla personalidade
Por vezes, tenho dificuldade em rever-me em posts relativamente aos quais há apenas umas poucas horas atrás me terei dito "ora aí está uma bela ideia para um post" (mas lá que tinha cara de choninhas, tinha).
16.5.09
First impressions
14.5.09
13.5.09
Gostava mesmo que me esclarecessem sobre isto

Acontece-me sempre o mesmo. Quando preciso de saber algo sobre alguma das competências do Presidente da República vou ao respectivo site oficial e encontro tudo menos o que procuro. Nomeadamente sobre uma das suas competências-chave, a de promulgar os decretos do Parlamento e do Governo e do outro direito que lhe está associado, o do veto. Não encontro nenhuma razão válida para não estarem disponíveis pelo menos os diplomas que o Presidente acaba de promulgar. E mesmo relativamente aos decretos que se encontram para promulgação, julgo que também aí deveria valer um princípio de transparência e ser-nos dado a conhecer, de forma actualizada, quais os diplomas em apreciação. Tal como faria sentido que o site tivesse uma lista dos diplomas vetados, com as respectivas fundamentações. E tocando noutras matérias, como as petições dirigidas ao Presidente da República, não deveria o site prestar informação sobre as petições que lhe são dirigidas, obrigação que é, inclusivamente, exigida pela lei?
Artigo 14.º
Controlo informático e divulgação da tramitação
Os órgãos de soberania, de governo próprio das Regiões Autónomas e das autarquias locais, bem como os departamentos da Administração Pública onde ocorra a entrega de instrumentos do exercício do direito de petição, organizarão sistemas de controlo informático de petições, bem como de divulgação das providências tomadas, nos respectivos sítios da Internet.
Artigo 14.º
Controlo informático e divulgação da tramitação
Os órgãos de soberania, de governo próprio das Regiões Autónomas e das autarquias locais, bem como os departamentos da Administração Pública onde ocorra a entrega de instrumentos do exercício do direito de petição, organizarão sistemas de controlo informático de petições, bem como de divulgação das providências tomadas, nos respectivos sítios da Internet.
12.5.09
Lei Hadopi aprovada pela Assembleia Nacional francesa (post resgatado dos rascunhos de ontem)
A controversial French bill which could disconnect people caught downloading content illegally three times has been passed by the National Assembly.
Para além dos aspectos mais controversos, esta lei (que ainda terá de passar no Senado) pode estar a abrir a porta a que a pirataria de que hoje a indústria discográfica se queixa passe a ter como alvo os utilizadores da Internet, que poderão ver as suas contas e identidades colonizadas pelos piratas. Desta forma, esta lei pode trazer um acréscimo considerável de insegurança para os cidadãos nas ligações à Internet. Conforme disse o deputado socialista Patrick Bloche, esta lei "é perigosa, inútil, ineficiente e comporta muitos riscos para nós cidadãos". Por vezes, os velhos esquemas argumentativos da reacção fazem todo o sentido*.
* Tenho a certeza que há uma tradução portuguesa desta obra mas o Google está a embirrar comigo e não me dá nada
Para além dos aspectos mais controversos, esta lei (que ainda terá de passar no Senado) pode estar a abrir a porta a que a pirataria de que hoje a indústria discográfica se queixa passe a ter como alvo os utilizadores da Internet, que poderão ver as suas contas e identidades colonizadas pelos piratas. Desta forma, esta lei pode trazer um acréscimo considerável de insegurança para os cidadãos nas ligações à Internet. Conforme disse o deputado socialista Patrick Bloche, esta lei "é perigosa, inútil, ineficiente e comporta muitos riscos para nós cidadãos". Por vezes, os velhos esquemas argumentativos da reacção fazem todo o sentido*.
* Tenho a certeza que há uma tradução portuguesa desta obra mas o Google está a embirrar comigo e não me dá nada
11.5.09
Boas pessoas
Há uns anos, quando estava a acabar a faculdade, foi surpreendido pelo comentário de um amigo que disse achar que ele era, fundamentalmente, uma boa pessoa. Gostou de se ver assim resumido: uma pessoa boa. A partir desse momento passou a avaliar grande parte dos seus actos à luz do que um homem bom faria. Tornou-se num bonzinho fajuto. Os anos passaram e esta tentação encontra-se hoje consideravelmente mitigada. Não sei se ainda será (se é que alguma vez foi) um homem bom. Mas se for o caso, por favor, não lho digam.
Damn you, news
8.5.09
Assumir as suas ideias

Mudar de opinião até que é uma coisa saudável, tanto para os homens e mulheres, como para os partidos. Isso não significa que qualquer mudança de opinião seja de saudar. Há, por exemplo, aquelas pessoas que têm o irritante hábito de começar uma conversa a defender uma posição e a meio já estão a dizer o oposto, como se sempre o tivessem feito. Ora, não chegando a este ponto, intriga-me este hábito que o PSD tem vindo a consolidar no que toca a algumas das suas votações no Parlamento, nomeadamente de iniciativas legislativas fundamentais para a democracia portuguesa, como é o caso do financiamento partidário. Num momento o PSD está a votar a iniciativa num determinado sentido, uns dias depois já está a recuar e a querer mexer no seu articulado. Foi também o que aconteceu com a votação do estatuto político-administrativo dos Açores, onde o mesmo PSD que votou favoravelmente o diploma já estava, uns dias passados e perante as críticas do Presidente, a questionar as escolhas feitas. Supondo que o sentido de voto do partido liderado por Ferreira Leite não é fruto do acaso mas sim de reflexão e ponderação, espantam-me estas tergiversações quando chega o momento de, face às críticas, fundamentar as suas escolhas.
Quando a arte antecipa a realidade

A escolha de um juiz para o Supremo Tribunal constitui um dos momentos altos do mandato de um Presidente americano, tendo em conta a influência deste órgão enquanto último intérprete das leis e da Constituição e do legado dos Founding Fathers. A provável saída de David Souter daqui a uns meses permitirá, de forma algo inesperada, que Obama proceda à sua primeira escolha (de duas ou três, no máximo) para o Supremo Tribunal. O Rui Branco já explicou de forma exemplar como o percurso de Obama parece decalcado de um guião do West Wing. Com esta nomeação que se perspectiva, Obama vai poder uma vez mais buscar inspiração na série de Sorkin, Resta saber qual o episódio que escolherá seguir: este ou este?
7.5.09
i já saiu o novo jornal diário
Apraz-me ver que, ainda que por curta margem, os leitores do novo jornal diário i parecem ter mais bom senso do que sindicatos, patrões e Governo, os quais, de acordo com a primeira capa do jornal, estarão todos de acordo quanto a querer menos imigrantes.
Resultados do inquérito
Portugal deve ter menos imigrantes para combater o desemprego?
NÃO: 51%
SIM: 49%
Votos: 325
Período: 06-05-2009 ate 07-05-2009 (às 16.40)
Resultados do inquérito
Portugal deve ter menos imigrantes para combater o desemprego?
NÃO: 51%
SIM: 49%
Votos: 325
Período: 06-05-2009 ate 07-05-2009 (às 16.40)
6.5.09
Breves (bem, mais ou menos) comentários às séries da minha vida

Identificadas as séries da minha vida, um ou outros comentários. Les Cités D’Or. As fabulosas aventuras de três amigos (Tao, Esteban e Zia) e o primeiro contacto com o exótico mundo da América sob o domínio de Castela. Adrian Mole foi uma antecipação do que viria a ser a tragicomédia que é a adolescência. Starsky & Hutch e os Soldados da Fortuna: pura adrenalina e, no meu caso, um sabor a transgressão, pois tinha de fingir ir deitar-me para que a minha irmã mais nova não quisesse ficar a assistir ao que se tornara uma prerrogativa de irmão mais velho. Dempsey e Makepeace, bem... Makepeace.
Segunda fase. Com Norte e Sul terei tomado pela primeira vez contacto com a Guerra Civil americana, assim como com os generosos decotes dos espartilhos da época. Hitchcock. Acho que, antes dos filmes, foi com estas séries que conheci as primeiras obras do mestre do suspense, com histórias que ainda hoje dou por mim a perguntar a amigos: “e lembras-te daquela da tentativa de fuga de um prisioneiro que acaba enterrado vivo no caixão?”. All in the family, que achava que tinha um humor esperto, sobretudo na relação entre o magnífico Archie Bunker e o cunhado de origens polacas (que é igualzinho ao Rob Reiner com menos 70 quilos).
Bem, isto já caminha para o aranzel, por isso, abrevio: Family Ties, terno; Yes Minister, inteligente e, juntamente com o Black Adder himself, deu-nos um dos melhores cínicos do seriado televisivo, Humphrey. Black Adder, a última das minhas séries A.S (Antes de Seinfeld). Seinfeld e Larry David, uma espécie de Darwins do humorismo. Nada ficou igual depois deles.
West Wing devia ser dado nas aulas da faculdade sobre o sistema de Governo americano. Também foi a mais empolgante das séries que vi, tendo facilmente sido contagiado pelo seu idealismo. Idealismo que, a meu ver, está exactamente na dose justa. Mais um grama e o copo transbordaria. Acho que foi isso que aconteceu quando tentei ver a seguir o Studio 60 on the Sunset Strip, também do Aaron Sorkin. É um West Wing que, em vez da Casa Branca, passa-se nos bastidores de um estúdio de televisão. E desta vez acho que o copo transbordou.
Estava criado o terreno ideal para o The Wire, uma espécie de negativo do West Wing. Em vez do idealismo deste, temos o desencanto; em vez da nítida distinção entre o bem e o mal, temos uma amálgama de valores, que se reflecte nas personagens, as mais complexas de todas as séries. Partilha com o West Wing o título da melhor série que vi.
Posto isto, passo esta corrente ao A.R, se para isso tiver paciência, e ao Tiago Antunes. Se os conhecesse, passaria ainda a corrente ao Daniel Oliveira, ao Tomás Vasques e ao Eduardo Pitta, os bloggers que, de momento, além do remetente desta corrente, sigo com mais gosto.
Segunda fase. Com Norte e Sul terei tomado pela primeira vez contacto com a Guerra Civil americana, assim como com os generosos decotes dos espartilhos da época. Hitchcock. Acho que, antes dos filmes, foi com estas séries que conheci as primeiras obras do mestre do suspense, com histórias que ainda hoje dou por mim a perguntar a amigos: “e lembras-te daquela da tentativa de fuga de um prisioneiro que acaba enterrado vivo no caixão?”. All in the family, que achava que tinha um humor esperto, sobretudo na relação entre o magnífico Archie Bunker e o cunhado de origens polacas (que é igualzinho ao Rob Reiner com menos 70 quilos).
Bem, isto já caminha para o aranzel, por isso, abrevio: Family Ties, terno; Yes Minister, inteligente e, juntamente com o Black Adder himself, deu-nos um dos melhores cínicos do seriado televisivo, Humphrey. Black Adder, a última das minhas séries A.S (Antes de Seinfeld). Seinfeld e Larry David, uma espécie de Darwins do humorismo. Nada ficou igual depois deles.
West Wing devia ser dado nas aulas da faculdade sobre o sistema de Governo americano. Também foi a mais empolgante das séries que vi, tendo facilmente sido contagiado pelo seu idealismo. Idealismo que, a meu ver, está exactamente na dose justa. Mais um grama e o copo transbordaria. Acho que foi isso que aconteceu quando tentei ver a seguir o Studio 60 on the Sunset Strip, também do Aaron Sorkin. É um West Wing que, em vez da Casa Branca, passa-se nos bastidores de um estúdio de televisão. E desta vez acho que o copo transbordou.
Estava criado o terreno ideal para o The Wire, uma espécie de negativo do West Wing. Em vez do idealismo deste, temos o desencanto; em vez da nítida distinção entre o bem e o mal, temos uma amálgama de valores, que se reflecte nas personagens, as mais complexas de todas as séries. Partilha com o West Wing o título da melhor série que vi.
Posto isto, passo esta corrente ao A.R, se para isso tiver paciência, e ao Tiago Antunes. Se os conhecesse, passaria ainda a corrente ao Daniel Oliveira, ao Tomás Vasques e ao Eduardo Pitta, os bloggers que, de momento, além do remetente desta corrente, sigo com mais gosto.
Boas notícias (actualizado)
Les députés européens ont confirmé, mercredi 6 mai, leur opposition à toute coupure administrative de l'accès à l'Internet en cas de téléchargements illégaux. Ce vote montre une nouvelle fois l'opposition du Parlement européen au projet de loi Création et Internet, actuellement discuté en France.
Adenda: o voto dos eurodeputados portugueses (retirado daqui)
407 votos a favor
GUE/NGL: Ilda Figueiredo, Miguel Portas, Pedro Guerreiro PPE-DE: Ribeiro e CastroPSE: Ana Gomes, Armando França, Edite Estrela, Elisa Ferreira, Emanuel Jardim Fernandes, Francisco Assis, Jamila Madeira, Joel Hasse Ferreira, Manuel dos Santos, Paulo Casaca
57 votos contra
PPE-DE: Assunção Esteves, João de Deus Pinheiro, Vasco Graça Moura
171 abstenções
PPE-DE: Duarte Freitas, Luís Queiró, Sérgio Marques, Silva Peneda
5.5.09
Séries da minha consistentíssima vida
O Pedro Adão e Silva passou-me uma corrente. E logo sobre séries. Fez o meu dia. Vamos a isso, então. Assim de repente, e reservando um comentário sobre algumas delas para quando despachar o expediente de hoje (bem, todo não, talvez só o mais urgente), aqui vão as 15 séries que, admitindo – sem conceder – que a minha vida tem algo a que se possa chamar consistência, a elas também se deve.
As séries da infância
– Les Mystérieuses Cités d'Or
– Adrian Mole
- Starsky & Hutch
– Os Soldados da Fortuna
- Dempsey e Makepeace
As séries da adolescência
– Norte e Sul
- Hitchcock apresenta
– All in the Family
– Family Ties
- Yes Minister e Prime Minister
As séries da adolescência tardia
– Black Adder
– Seinfeld
As series do presente, seja lá que fase é esta
– Curb your Enthusiasm
– The West Wing
– The Wire
ps: agora vou pensar sobre como vou passar esta corrente a alguém, se não conheço praticamente nenhum blogger.
As séries da infância
– Les Mystérieuses Cités d'Or
– Adrian Mole
- Starsky & Hutch
– Os Soldados da Fortuna
- Dempsey e Makepeace
As séries da adolescência
– Norte e Sul
- Hitchcock apresenta
– All in the Family
– Family Ties
- Yes Minister e Prime Minister
As séries da adolescência tardia
– Black Adder
– Seinfeld
As series do presente, seja lá que fase é esta
– Curb your Enthusiasm
– The West Wing
– The Wire
ps: agora vou pensar sobre como vou passar esta corrente a alguém, se não conheço praticamente nenhum blogger.
4.5.09
Olhem quem está de volta: o Chris de blhurc
Enquanto medito nisto e a gripe mexicana está no intervalo (o Prós e Contras, quero eu dizer) e passeio os olhos pelos anúncios em modo mute, não resisto ao apelo para escrever um dos nomes incontornáveis do panorama musical dos anos 80 e, provavelmente, o artista mais mal aconselhado no que à escolha de nomes artísticos diz respeito.
Vasco Granja - 1925-2009 (revisto)
Graças a ele, a generalidade das crianças da minha geração puderam contactar com uma parte do universo do cinema de animação que ía muito além dos personagens da Disney. Lembro-me de gostar dos filmes do Tex Avery e de me aborrecer tremendamente com o cinema de animação checoslovaco - à data, como hoje, um dos expoentes desta arte. O que eu tenho pena é que quando cheguei à idade adulta e me senti finalmente apto a absover os ensinamentos dos Jiri Bartas e dos Jiri Trincas, o Vasco Granja e o seu saber enciclopédico sobre cinema de animação, que parecia viver com um entusiasmo pueril, já não passassem em nenhum canal de televisão. Entusiasmo e generosidade, é o que me fica deste homem, a quem um dia (talvez há uns dez anos) um grupo de amigos, que se iniciava no gosto por esta arte, perguntou se estaria interessado em assistir, em casa de um deles, a uns filmes de animação. Convite ao qual respondeu prontamente que sim e que, infelizmente, acabaria por não acontecer por motivos de saúde do próprio, conforme amavelmente nos explicou na altura a sua mulher. Talvez assim descrito isto não pareça particularmente digno de se registar no dia do seu desaparecimento mas a sua disponibilidade e a alegria com que pareceu fazê-lo deixou em mim a ideia de alguém francamente generoso. E eu gosto de pessoas generosas.
Anacronismos
Bem sei que isto de andar entusiasmado com o blog e querer falar sobre isso faz tanto sentido nos dias que correm como chegar aqui e pôr-me a dissertar sobre as maravilhas da televisão a cores. Dito isto, e depois de um fim-de-semana alargado longe da Internet, queria apenas dizer o seguinte: tive saudades tuas bloguinho.
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