24.5.09
Fazer a diferença II
Versão integral aqui.
22.5.09
Provedor de Justiça: tempo de os partidos assumirem as suas responsabilidades

Agora, porém, a situação é outra. Os nomes que passaram à segunda volta foram os de Jorge Miranda (indicado pelo PS) e de Maria da Glória Garcia (indicada pelo PSD). O primeiro com 113 votos e a segunda com cerca de metade, 59. Julgo que o tempo de discutir o perfil de um e de outro (ou de qualquer outro) já passou. Foi o tempo que antecedeu a apresentação dos candidatos e o que imediatamente se lhe seguiu e que culminou na audição dos mesmos pelos deputados, uma inovação do actual Regimento com evidentes benefícios em termos de escrutínio público deste processo. Neste momento, o tempo é para a Assembleia da República assumir com responsabilidade e sentido prático quais as alternativas que se lhe colocam: eleger um novo provedor para a semana, ainda que com um ano de atraso relativamente ao termo do mandato do actual Provedor, mas salvando apesar de tudo a dignidade dos envolvidos e, mais importante, da instituição; ou recusar esta solução, a única que poderia conduzir à eleição do Provedor ainda nesta legislatura, e atirar para outros e, pior, para um futuro distante (nunca antes do final de 2009), a resolução desta situação, cujo arrastamento - não é difícil de adivinhar - terá tendência para agravar. Esta última hipótese parece-me insustentável a vários níveis, quer pelo que significa de desresponsabilização dos partidos políticos, quer por conter o enorme perigo de degradar fortemente a figura e a autoridade do Provedor. A meu ver, Jorge Miranda é o candidato ideal para explorar todas as potencialidades deste órgão de defesa dos cidadãos, nomeadamente por esta e esta razão, para além do que ficou bem patente na sua audição parlamentar. Mas tão importante quanto isto neste momento é que, admitindo que se mantêm as votações obtidas pelos dois candidatos na primeira volta, Jorge Miranda parece ser o único candidato em condições de ser eleito para a semana (o mesmo é dizer ainda nesta legislatura) e de recolher o apoio de dois terços dos deputados. Esperemos que os deputados saibam estar à altura das suas responsabilidades.
21.5.09
Os riscos de não ter secções fixas

20.5.09
Aviso: post com ponto de exclamação
Ah, agora já percebemos o que queriam dizer
Obama avant la lettre

Tanto barulho por um pedaço de bacon


Em 8 de Abril, o relatório do deputado Feliciano Barreiras Duarte foi aprovado por unanimidade na reunião daquela Comissão. Para já, esta é uma situação de importantíssimo alcance político, uma vez que "o relator é da opinião que as preocupações e os alertas dos peticionários devem ser tidos em conta, do ponto de vista técnico e político, a curto e a médio prazo" e que essa opinião foi partilhada por todos os membros da Comissão.
Estas e outras confusões estavam hoje de manhã a ser difundidas pela rádio, nomeadamente a delirante consideração de que o relatório vincula a Assembleia da República a rever o Acordo. Isto até poderia ser vagamente cómico, não fosse VGM andar também a divulgar estas coisas lá fora, como aqui (Estadão) ou aqui (BBC Brasil).
Está visto que ainda temos de comer muita papa (eu prefiro choc X) até percebermos isto da coisa pública

Hoje de manhã, no habitual comentário da actualidade no RCP, Luís Osório mostrava-se surpreendido ter sido “por uma ninharia como o mau uso dos dinheiros públicos que [o presidente da Câmara dos Comuns] foi demitido”.
19.5.09
Isto não é um post sobre orgias
18.5.09
Ninguém é ilegal

cópula-a-porter

Num país a sério
17.5.09
Múltipla personalidade
16.5.09
First impressions
14.5.09
13.5.09
Gostava mesmo que me esclarecessem sobre isto

Artigo 14.º
Controlo informático e divulgação da tramitação
Os órgãos de soberania, de governo próprio das Regiões Autónomas e das autarquias locais, bem como os departamentos da Administração Pública onde ocorra a entrega de instrumentos do exercício do direito de petição, organizarão sistemas de controlo informático de petições, bem como de divulgação das providências tomadas, nos respectivos sítios da Internet.
12.5.09
Lei Hadopi aprovada pela Assembleia Nacional francesa (post resgatado dos rascunhos de ontem)
Para além dos aspectos mais controversos, esta lei (que ainda terá de passar no Senado) pode estar a abrir a porta a que a pirataria de que hoje a indústria discográfica se queixa passe a ter como alvo os utilizadores da Internet, que poderão ver as suas contas e identidades colonizadas pelos piratas. Desta forma, esta lei pode trazer um acréscimo considerável de insegurança para os cidadãos nas ligações à Internet. Conforme disse o deputado socialista Patrick Bloche, esta lei "é perigosa, inútil, ineficiente e comporta muitos riscos para nós cidadãos". Por vezes, os velhos esquemas argumentativos da reacção fazem todo o sentido*.
* Tenho a certeza que há uma tradução portuguesa desta obra mas o Google está a embirrar comigo e não me dá nada
11.5.09
Boas pessoas
Damn you, news
8.5.09
Assumir as suas ideias

Quando a arte antecipa a realidade

7.5.09
i já saiu o novo jornal diário
Resultados do inquérito
Portugal deve ter menos imigrantes para combater o desemprego?
NÃO: 51%
SIM: 49%
Votos: 325
Período: 06-05-2009 ate 07-05-2009 (às 16.40)
6.5.09
Breves (bem, mais ou menos) comentários às séries da minha vida

Segunda fase. Com Norte e Sul terei tomado pela primeira vez contacto com a Guerra Civil americana, assim como com os generosos decotes dos espartilhos da época. Hitchcock. Acho que, antes dos filmes, foi com estas séries que conheci as primeiras obras do mestre do suspense, com histórias que ainda hoje dou por mim a perguntar a amigos: “e lembras-te daquela da tentativa de fuga de um prisioneiro que acaba enterrado vivo no caixão?”. All in the family, que achava que tinha um humor esperto, sobretudo na relação entre o magnífico Archie Bunker e o cunhado de origens polacas (que é igualzinho ao Rob Reiner com menos 70 quilos).
Bem, isto já caminha para o aranzel, por isso, abrevio: Family Ties, terno; Yes Minister, inteligente e, juntamente com o Black Adder himself, deu-nos um dos melhores cínicos do seriado televisivo, Humphrey. Black Adder, a última das minhas séries A.S (Antes de Seinfeld). Seinfeld e Larry David, uma espécie de Darwins do humorismo. Nada ficou igual depois deles.
West Wing devia ser dado nas aulas da faculdade sobre o sistema de Governo americano. Também foi a mais empolgante das séries que vi, tendo facilmente sido contagiado pelo seu idealismo. Idealismo que, a meu ver, está exactamente na dose justa. Mais um grama e o copo transbordaria. Acho que foi isso que aconteceu quando tentei ver a seguir o Studio 60 on the Sunset Strip, também do Aaron Sorkin. É um West Wing que, em vez da Casa Branca, passa-se nos bastidores de um estúdio de televisão. E desta vez acho que o copo transbordou.
Estava criado o terreno ideal para o The Wire, uma espécie de negativo do West Wing. Em vez do idealismo deste, temos o desencanto; em vez da nítida distinção entre o bem e o mal, temos uma amálgama de valores, que se reflecte nas personagens, as mais complexas de todas as séries. Partilha com o West Wing o título da melhor série que vi.
Posto isto, passo esta corrente ao A.R, se para isso tiver paciência, e ao Tiago Antunes. Se os conhecesse, passaria ainda a corrente ao Daniel Oliveira, ao Tomás Vasques e ao Eduardo Pitta, os bloggers que, de momento, além do remetente desta corrente, sigo com mais gosto.
Boas notícias (actualizado)
Adenda: o voto dos eurodeputados portugueses (retirado daqui)
407 votos a favor
GUE/NGL: Ilda Figueiredo, Miguel Portas, Pedro Guerreiro PPE-DE: Ribeiro e CastroPSE: Ana Gomes, Armando França, Edite Estrela, Elisa Ferreira, Emanuel Jardim Fernandes, Francisco Assis, Jamila Madeira, Joel Hasse Ferreira, Manuel dos Santos, Paulo Casaca
57 votos contra
PPE-DE: Assunção Esteves, João de Deus Pinheiro, Vasco Graça Moura
171 abstenções
PPE-DE: Duarte Freitas, Luís Queiró, Sérgio Marques, Silva Peneda
5.5.09
Séries da minha consistentíssima vida
As séries da infância
– Les Mystérieuses Cités d'Or
– Adrian Mole
- Starsky & Hutch
– Os Soldados da Fortuna
- Dempsey e Makepeace
As séries da adolescência
– Norte e Sul
- Hitchcock apresenta
– All in the Family
– Family Ties
- Yes Minister e Prime Minister
As séries da adolescência tardia
– Black Adder
– Seinfeld
As series do presente, seja lá que fase é esta
– Curb your Enthusiasm
– The West Wing
– The Wire
ps: agora vou pensar sobre como vou passar esta corrente a alguém, se não conheço praticamente nenhum blogger.
4.5.09
Olhem quem está de volta: o Chris de blhurc
Vasco Granja - 1925-2009 (revisto)
Anacronismos
30.4.09
Música para todas as idades


29.4.09
Perfect lines. So inspired. So well written, Yet so simple
GEORGE: Well if I'm hearing you correctly. And I think that I do, my advice to you is finish your meal, pay your check, leave here, and never speak this to anyone again.
JERRY: Can't be done, huh?
GEORGE: "The Switch?"
JERRY: "The Switch."
GEORGE: (Shakes head) Can't be done.
JERRY: I wonder.
GEORGE:(Pounds table.) Do you realize in the entire history of western civilization no one has successfully accomplished the Roommate Switch? In the Middle Ages, you could get locked up for even suggesting it.
JERRY: They didn't have roommates in the Middle Ages.
GEORGE: How do you know?
JERRY: Well, for one thing, they didn't have apartments.
GEORGE: Well, I'm sure at some point between the years 800 and 1200, somewhere there were two women living together.
JERRY: The point is I intend to undertake this. And I'll do it with or without you. So if you're scared, if you haven't got the stomach for this, let's get it out right now! And I'll go on my own. If not, you can get on board and we can get to work! Now what's it going to be?
GEORGE: All right, dammit, I'm in.
JERRY: I couldn't do it without you.
JERRY: All right. So I tell Sandy that I want to have a ménage à trois with her and her roommate.
GEORGE: That's right.
JERRY: And you believe this course of action will have a two-pronged effect. Firstly, the very mention of the idea will cause Sandy to recoil in disgust, whereupon she will insist that I remove myself from the premises.
GEORGE: Keep going.
JERRY: At this point, it is inevitable that she will seek out the roommate to apprise her of this abhorrent turn of events.
GEORGE: Continue.
JERRY: The roommate will then offer her friend the requisite sympathy even as part of her cannot help but feel somewhat flattered by her inclusion in the unusual request.
{George takes over.}
GEORGE: A few days go by and a call is placed at a time when Sandy is known to be busy at work. Once the initial awkwardness is relieved with a little playful humor, which she (Laura) of course cannot resist, an invitation to a friendly dinner is proffered.
JERRY: Huh. Well, it all sounds pretty good. There's only one flaw in it: They're roommates. She'd have to go out with me behind Sandy's back. She's not gonna do that.
{Another pregnant pause. George?}
GEORGE: You disappoint me, my friend. Sandy wants nothing to do with you. She tells Laura, "If you want to waste your time with that pervert, that's your problem."
{Final pause. Jerry?}
JERRY: It's a perfect plan. So inspired. So devious. Yet so simple.
GEORGE: {George, finger in the peanut butter jar}: This is what I do.
Seinfeld, "The Switch", episódio 97.
28.4.09
À espera de um sentimento de culpa

Autárquicas Lisboa, ainda a sondagem
Olhando para trás, parece-me que esse efeito já era de alguma forma perceptível no resultado da eleição intercalar, na qual o BE obteve 6,82% dos votos, menos 2% dos votos obtidos em Lisboa nas eleições legislativas de 2005, num cenário em que tinha como cabeça de lista um independente e que, por isso, deveria, em tese, alargar a sua base eleitoral, e pelo facto de haver uma outra candidatura independente, a disputar o mesmo terreno ideológico (se assim se pode dizer).
A crer na sondagem do CM, dir-se-ia, por um lado, que se acentuou a competição entre estas duas candidaturas, com vantagem para a de Roseta (apesar de também registar uma queda da intenções de voto), o que poderá também acusar a ruptura entre o BE e o independente Sá Fernandes, que continuou a apoiar o executivo de António Costa. Por outro lado, dois anos após aquelas eleições, o PS parece recuperar uma parte do eleitorado que, em 2007, apoiou as listas encabeçadas por Sá Fernandes e Roseta, dado que é o único partido que regista um significativo aumento nas intenções de voto.
27.4.09
H1N1
Ps: apenas ouvi falar disto no Banco Corrido.
26.4.09
Mudam-se os tempos mas não as vontades (musicalmente falando)
Gould
E este fabuloso Waits, romântico e melancólico até à medula, hereticamente esquecido há meses, senão mesmo anos, na gaveta dos cd's, até que ontem alguém disse numa festa (sim, fui a uma festa, com filhos mas era uma festa, tenho a certeza) que era o disco da sua vida. Em boa hora.
Waits
E entretanto o solzinho baril a ir-se embora
Autárquicas Lisboa: contagem decrescente

PS (António Costa) — 36,1%
PSD+CDS-PP+PPM+PMT (Pedro Santana Lopes) — 29,6%
CDU (Ruben de Carvalho)— 8,4%
Cidadãos por Lisboa (Helena Roseta )— 7,1%
BE (Luís Fazenda ) — 3,8%
Estes são os resultados da sondagem da Aximage para o Correio da Manhã, que primeiro vi aqui. De acordo com o jornal, o PS conseguiria 8 vereadores. A coligação PSD+CDS-PP+PPM+PMT obteria 7. Isto quer dizer que, se este cenário se confirmasse no dia das eleições, António Costa ficaria a apenas um vereador da maioria absoluta.
Comparando com o resultado das últimas eleições intercalares, importa assinalar o seguinte: crescimento considerável do PS (teve 29.9% em 2007) e ligeira diminuição da percentagem de votos à direita (em 2007, o PSD teve 15,85%, Carmona 16,65% e o CDS 3,72%, mais 0,3% e 0,8% do MPT e do PPM, respectiavamente). Ligeira queda de Helena Roseta (10,26% em 2007) mas o suficiente para lhe retirar um vereador (actualmente tem dois). Queda mais acentuada teria o BE, que perderia o único vereador eleito em 2007 (com 6,82% dos votos), o independente Sá Fernandes, a quem durante o actual mandato foi-lhe retirada a confiança política. Finalmente, a CDU manteria mais ou menos os mesmos valores (9,48% em 2007) mas neste cenário também perderia um vereador (ficaria com apenas um).
Valendo o que valem as sondagens e devendo ter-se sempre presente até ao dia das eleições o aviso que aqui é feito, não deixa de ser um sinal sobre a forma como os lisboetas estão a avaliar o mandato de António Costa, como se sabe, contextualizado por condições particularmente difíceis, quer pela catastrófica situação económica-financeira que encontrou, como pela necessidade de coexistir com uma Assembleia Municipal, controlada pela direita, que resulta ainda das eleições de 2005.
Também se poderá dizer que a manutenção ou ligeira queda da direita relativamente a 2007 (ano em que foi particularmente penalizada) poderá encontrar explicação no facto de ser encabeçada pelo principal rosto do despesismo que marcou o mandato da direita na CML entre os anos de 2001 e 2007 (para não mencionar da trágica experiência à frente do Governo português).
Quanto ao BE, é verdade que só apresentou o seu candidato há muito pouco tempo mas também poderá reflectir a ausência de Sá Fernandes da sua lista e a forma como se afastou deste durante o presente mandato.
Dito isto, achei divertida a forma como o Correio da Manhã apresenta esta notícia na sua edição electrónica: i) o título é que Costa ganha com dificuldades; ii) o lead é que António Costa obtém na sondagem "apenas uma diferença de 6,5 pontos percentuais face ao candidato social-democrata Pedro Santana Lopes".
25.4.09
Espírito de Abril
Bielorrússia, a última ditadura da Europa.
E também:
Myanmar (ex-Birmânia)
Chade
China
Cuba
Guiné Equatorial
Líbia
Eritreia
Laos
Coreia do Norte
Arábia Saudita
Somália
Sudão
Turquemenistão
Síria
Uzbequistão
Zimbabwe
Tibete (China)
Ossétia do Sul (Geórgia)
Sahara Ocidental (Marrocos)
Chetchénia (Rússia)
24.4.09
Preciosismos
Eu vi a Quadratura do Círculo ontem e ia jurar que, além do PM e do PR, Alegre tinha incluído nos "não intocáveis" os jornalistas. Ia jurar não, juro: é no minuto 38,25.
23.4.09
Suponho que para as legislativas o PSD propõe uma "regressão geracional"
Sinal dos tempos
22.4.09
Posts que vão nascer na praia
1 - Este conflito [entre PR e Governo] vai, infelizmente, ser o centro do debate político nos próximos tempos e mais que previsivelmente vai-se arrastar até depois das legislativas, Pedro Marques Lopes, DN e união-de-facto
Posts que morreram na praia
21.4.09
E ainda por cima não tenho de dividir com ninguém
Discriminações
Inversão da prova do ónus
20.4.09
Esquizofrenia mediática
A tensão democrática

As declarações de Cavaco foram críticas? Acho muito bem. Concordando ou não (e não concordo, genericamente) com o seu teor, a figura do Presidente também serve para fazer política. Aliás, é legítimo e positivo que o faça, atendendo à legitimidade que lhe advém da sua eleição por sufrágio directo e universal. O Governo reagiu, discordando, das críticas? É normal, sobretudo quando são diferentes as linhas político-ideológicas que professam. Isto é mau para a democracia? Não. Voltamos sempre a isto, parece que muito do nosso jornalismo e opinionismo não vê a crítica, a controvérsia, a polémica, o contraditório, como naturais em - e à - democracia. Como se fosse uma patologia desta e não fosse assim que ela se enriquece e se cumpre plenamente. A sua ausência é que nos remete para uma ideia de passado, em que a discórdia era anátema.
19.4.09
Corrupção, ai eu sou contra

18.4.09
A Igreja sempre teve uma certa queda para o humor
A franqueza é algo claramente sobrevalorizado
Porque isto das indignações também tem dias

Agência dos EUA considera que o CO2 é um poluente
17.4.09
Ceci était une pipe


Desta vez foram os serviços jurídicos do Ratp e Sncf (metro e comboios) que, peregrinamente, acharam que o cachimbo de Tati que ilustra a exposição sobre o cineasta na Cinemateca Francesa atentava contra a lei Evian, que proibe a publicidade, directa ou indirecta, ao tabaco. O resultado é o que se vê em cima, tendo ainda o responsável da exposição tentado argumentar que o cachimbo de Tati nunca tinha sido aceso (mas que importa isso!).
16.4.09
Back to the basics

Os dados do Eurobarómetro permitem especular se o principal obstáculo ao exercício do direito de voto nestas eleições não consistirá, em primeira instância, na enorme ignorância sobre o fundamental do que está em causa nestas eleições, a começar pelo papel desempenhado por este órgão na política comunitária. E isto combate-se através de informação, destinada a eleitores que, assumidamente, conhecem muito pouco sobre aquilo que são chamados a votar. Esta componente não devia ser descurada pelas campanhas dos diversos partidos. A discussão em torno do Tratado de Lisboa e da forma como se deve organizar o poder no seio da UE poderia constituir uma boa oportunidade para esta pedagogia. Se esta não for feita, está-se apenas a tentar incentivar as pessoas a irem votar em algo que desconhecem, o que não augura grandes possibilidades de sucesso.
Claro que o melhor era que este trabalho fosse feito, com as devidas adaptações, a este nível (com a devida vénia pelo exemplar trabalho que a ex-juíza do Supremo Tribunal dos EUA tem feito nesta área).
15.4.09
14.4.09
Preocupações
Outros parecem ver nas notícias da crise apenas mais uma oportunidade para atacar o primeiro-ministro. É apenas isto que parece, muitas vezes, preocupá-los.
Variações de Goldberg, BWV 988
Critérios
13.4.09
Histórias

Sinal dos tempos II
12.4.09
Sinal dos tempos
Freeport, o sonho de qualquer político
Daniel Oliveira, há pouco, no Eixo do Mal.
10.4.09
It´s not a bird, nor a plane, it’s the ombudsman
9.4.09
8.4.09
Confusão
Vergonhoso?
Calaceiro
1ª pess. sing. pres. ind. de calaceirar
calaceiro
adj. s. m.
1. Mandrião; frascário.
2. Pessoa que corre à procura do que gosta.
calaceirar - Conjugar
v. intr.
O mesmo que calacear.
Antigamente é que era bom
adenda: palhaço, idiota e imbecil, adjectivos bastante populares nos anos 80, têm hoje bastante menos sáída.
7.4.09
Da inversão do ónus da prova e não só
As minhas músicas (já que inventaram tudo estes romanos, não podiam ter também inventado o zero?)
Diplomacia de princípios
6.4.09
Damn you ABBA
5.4.09
As minhas músicas I
4.4.09
As minhas músicas XI
As minhas músicas X
Pior mesmo do que ter insónias é tentar evitá-las

No final do programa oiço-a dizer: “se estiver com insónias, levante-se e vá ver televisão, leia, até ficar ensonado e poder voltar para a cama”. Bastante divertido este programa.
Valeu a pena
3.4.09
Trocando por míudos
"Se o eurocepticismo hoje está desactualizado perante os desenvolvimentos económicos internacionais é importante compreender porque é que o PCP e o BE se assumem enquanto tal. Este eurocepticismo é em certa medida ideológico, mas também é estratégico. (…) Mas nem todo o eurocepticismo é assumido por princípio. Ele também é usado estrategicamente: (…) para congregar apoios de todos aqueles que se sentem insatisfeitos com o governo nacional."
Marina Costa Lobo, O eurocepticismo do PCP e do BE (via Câmara Corporativa)
2.4.09
1.4.09
A minha pescadinha de rabo na boca ou uma evidente lapalissada

Ou seja, admitindo que os partidos podem fazer alguma coisa no sentido de contrariar a correlação descrita e considerando a responsabilidade dos partidos na condução da campanha e na definição da sua agenda, interessaria ao Partido Socialista, enquanto partido de governo, centrar o debate político nas questões europeias e não nas questões domésticas. Esta situação seria também a que deveria interessar mais na perspectiva do desejável reforço daquela ligação entre o mandato democrático europeu e o voto dos cidadãos. No entanto, do lado dos outros partidos, sobretudo dos mais pequenos, é-lhes favorável precisamente o contrário: centramento (esta palavra não surge no dicionário da Texto Editora, não sei porquê) da discussão nas questões internas e, referindo-se às matérias europeias, utilização de um discurso mais anti-europeu (ainda que muitas vezes o possam fazer de forma ambígua).
Fiquei com uma dúvida: aos grandes partidos mas que não estão no Governo, como o PSD, o que lhes interessa?













