21.1.10

Escutas a Pinto da Costa publicadas no Youtube


É bom saber que os nossos magistrados dominam, finalmente, as novas tecnologias. Para quem não sabia, há bem pouco tempo, manusear um simples ficheiro de excell, é de assinalar a evolução.

Adenda: talvez devesse escrever alegadamente (entre duas vírgulas, s.f.f) algures entre "saber que" e "os nossos magistrados". Sim, definitivamente, é melhor.

19.1.10

Change

Fui espreitar o novo site de Pedro Passos Coelho, intitulado "Mudar". Mudar foi, de facto, a primeira coisa que me veio à cabeça ao entrar no site: quis mudar daquela primeira página mas não consegui. Por este andar, esta não será ainda a mudança em que podemos acreditar.

16.1.10

Da série "os juristas que mais alegrias me deram"


Da série "os juristas que mais alegrias me deram"

"Se foi para desfazer, porque é que fez?"

Bem sei que associar o jurista que mais alegrias me deu até hoje ao Pagamento Especial por Conta (PEC) e a Manuela Ferreira Leite roça a blasfémia. Mas não deixa de divertir pensar em todos os vinicianos que, procurando no google novas dimensões do poeta, possam ser confrontados com esta ligação. E a associação - bem puxadinha, reconheço a esta altura do post - é esta. Tal como Vinicius de Moraes perguntava a Deus, eu, mais terreno, pergunto à Dr.ª Manuela: "Se foi para desfazer, porque é que fez?". Voto nela nas próximas eleições se me responder: "Mas não tem nada não, tem o seu violão".

13.1.10

Paranóias


Relativamente ao noticiado cancelamento do Programa de Marcelo Rebelo de Sousa da RTP, na sequência da saída de António Vitorino do painel de comentadores desta estação, admito que se questione a sensatez da decisão do canal público, nomeadamente se o objectivo é o cumprimento daquela esdrúxula decisão a ERC. Dependendo do ângulo de cada um, pode discutir-se a como é que se garante a pluralidade político-partidária nos órgãos de comunicação social e, em particular, no canal público de televisão. O que já me parece raiar o absurdo e querer ver-se nisto uma qualquer tentativa de calar Marcelo Rebelo de Sousa. Mas alguém tem dúvidas que o Professor não vai ficar cinco minutos sem palco, porventura transitando para um com mais audiência? Pretender calar MRS desta forma é o mesmo que tentar desligar o rádio aumentando-lhe o volume. O resultado é o oposto do pretendido e, simplesmente, não faz sentido.

12.1.10

Copo meio cheio

Está um bom dia para galochas.

Também quero dizer algo sobre o Éric Rohmer


Também eu só consegui ver o "Conto de Verão" e "A Princesa e o Duque" no Cinema. Esperem, também acho que vi o "Conto de Outono". Sim, vi. E "Les Rendez-vous de Paris" e o fascinante "Agente Triplo". Bolas, sou quase um rohmerista, De todos gostei. Muito. Tal como o maradona, nem sempre sabendo explicar porquê. Na realidade, isto de gostar de coisas sem saber porquê acontece-me mais frequentemente do que seria de esperar. Na realidade 2, isto também me acontece com as pessoas. Rohmer. Foi o realizador idoso (refiro-me à fase dos filmes supra acima referidos) que mais me tocou. Ou se calhar é preciso ser idoso para filmar a juventude daquela maneira. Nunca vi "Ma nuit chez Maud" mas penso que ainda sobrevive lá em casa uma cassete VHS com o filme. De "A Princesa e o Duque" li, uma vez, que um dia todos os filmes seriam realizados assim. Um exagero notório. Que eu me lembre (se bem "que eu me lembre" não seja um critério minimamente válido, pois actualmente vou tantas vezes ao cinema como ao dentista), nenhum outro filme desde então usou aquela técnica, que parecia inventar uma nova arte entre o cinema e a pintura. O último que vi foi o "Agent triple" (dizer em voz alta, sem carregar no "érre", uma delícia), fascinante exercício de duplicidade e ambiguidade em torno da figura de um espião, da sua mulher e dos seus vizinhos, num triângulo que mistura soviéticos, nazis e comunistas franceses. A seguir ao "Conto de Verão", é o meu preferido.

6.1.10

Petição pública

Queria saudar enfaticamente este texto do Pedro Magalhães, no Margens de Erro, pela proeza de falar sobre a iniciativa de referendo sobre o casamento gay, promovido por um conjunto de cidadãos, sem usar o termo petição. O que não só é correctíssimo como evita uma desnecessária confusão entre o direito de iniciativa de referendo e o meu querido direito de petição. Dir-me-ão: mas não é correcto dizer-se que a iniciativa de referendo contém uma petição, no sentido de um pedido, dirigido ao Parlamento? Concedo. Mas neste sentido o que não falta por aí são petições e não é por isso que (espero) desataremos a peticionar bicas escaldadas ou aquele bolo ali do fundo, cujo nome, após tantos anos, continua a ser um mistério para nós. De todo o modo, peticiono-vos encarecidamente que parem com isso e chamem os bois pelos nomes (elegante e bonita expressão esta).

5.1.10

É verdade...

Bom ano. E face à quantidade de corvos que, ainda 2010 está na incubadora, já lhe estão aos murros e pontapés (esta tem, evidentemente, direitos de autor) e a preparar o seu enterro (esta já é da minha lavra), tenho vontade de antecipar, para surpresa de todos e do meu magnífico público em particular: vai ser um bom ano, que ainda vai surpreender muita gente. Vá, ânimo. Cá estarei para prestar contas no final do ano.

A ver se percebo

Os críticos do casamento gay acusam o Governo e o PS (e a esquerda, em geral) de estarem entretidos com minudências (por oposição aos assuntos verdadeiramente importantes do país) que, segundo defendem, têm o potencial de desfigurar o nosso modelo de sociedade, o que - afirmam - não se deve fazer de ânimo leve. Por outras palavras, querem chamar os portugueses a participarem numa campanha sobre um assunto insignificante (embora com o potencial de destruir o nosso secular modelo de família), distraindo-os dos assuntos verdadeiramente importantes do país, e ainda para mais (esta ofereço eu) com campanhas que consumiriam importantes recursos públicos, que deveriam (já sabemos) ser canalizados para os assuntos verdadeiramente importantes do país. É assim?