2.8.10
Os poderosos
30.7.10
O programa que é todo um programa
"Freeport – O Ministério Público deduziu acusação apenas contra dois dos suspeitos do caso Freeport, deixando de fora personalidades ligadas ao poder político, não envolvendo José Sócrates nos factos. Será caso para dizer que a verdade vem sempre ao de cima?
PT vs Telefonica – A Portugal Telecom e a Telefónica acordaram a venda da participação da empresa portuguesa na Brasicel que detém a brasileira Vivo. Até o interesse nacional tem um preço?
Revisão Constitucional – O PSD aprovou as linhas orientadoras de uma futura revisão constitucional. No entanto, alguns entendem que esta fica aquém das expectativas pecando por timidez. Terão razão? (my favourite)
Salazar – 40 anos passados da sua morte ainda há receio em aprofundar o que foi o Estado Novo e a personalidade do seu líder. Resultará esse receio do facto de ele ter conhecido a fundo a mentalidade portuguesa, explorando como trunfos as suas fraquezas?"
29.7.10
Por detrás da cortina do teste
José Carlos Vasconcelos, Visão (29/07/2010. Também conhecido por hoje, pelo menos hoje)
Arma de insinuação maciça
28.7.10
Aprender a lição
Editorial do Público de hoje.
Embora de forma tímida, o editorial parece encarar o autêntico cancro que foi evidenciado em todo o seu esplendor com o caso Freeport: a manipulação dos media por parte de fontes com ligações à justiça com vista à obtenção de ganhos políticos. Fica-me, no entanto, uma perplexidade, não tanto pela prontidão com que se enjeita qualquer responsabilidade ou, como diz o jornal, “culpa” pelo que aconteceu, mas pela confissão de que não sabem fazer de outro modo, de que não se reconhecem capazes de avaliar as informações prestadas por esta via ou da idoneidade das suas fontes. No fundo, admitem-se impotentes, dando a entender que tudo continuará a ser igual no futuro. O mesmo editorial que acaba sentenciando que “hoje é a justiça que está ferida de morte e é duvidoso que tenha aprendido a lição”, falha, rotundamente, no exercício de auto-crítica. Infelizmente, é mesmo duvidoso que tenham aprendido a lição.
27.7.10
Justiça, o excepcionalismo norte-americano?
"IN 2000 four Americans were charged with importing lobster tails in plastic bags rather than cardboard boxes, in violation of a Honduran regulation that Honduras no longer enforces. They had fallen foul of the Lacey Act, which bars Americans from breaking foreign rules when hunting or fishing. The original intent was to prevent Americans from, say, poaching elephants in Kenya. But it has been interpreted to mean that they must abide by every footling wildlife regulation on Earth. The lobstermen had no idea they were breaking the law. Yet three of them got eight years apiece. Two are still in jail."
* Dados do excelente “Portugal e os Números”, de Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
26.7.10
O vício da política
- Na X Legislatura. Um na 1.ª e outro na 4.ª sessão legislativa.
23.7.10
The final rip off
A crise
Dúvidas pertinentes (mas só porque estamos no Verão)
22.7.10
Auto-suficiência narcísica
Neutralidade malévola

A neutralidade constitucional que o PSD diz propor é uma falácia. Retirar da Constituição a protecção do Estado Social, do SNS e da Escola Pública, é dar um sinal muito claro que o Estado não quer seguir por esse caminho. E não seguir por este caminho é, em si, uma ideologia, a ideologia neoliberal, que defende um Estado reduzido às suas funções de soberania. Freud recomendava que a psicanálise fosse feita com neutralidade benévola, nunca devendo o psicanalista envolver-se pessoal e emotivamente com o psicanalisado. Acontece que na Constituição isso não existe, estamos todos envolvidos, e muito em particular os que exercem o poder em nome do povo. Pessoal e emotivamente, pois é das escolhas sobre o nosso modelo de sociedade que estamos a falar. Não há lugar a neutralidade. Neste domínio, toda a neutralidade é malévola.
Programação dos posts de amanhã
Manhã
Neutralidade malévola (da São Caetano à Lapa ao romance de Jean Pierre Gattégno)
Tarde
Mais double bind (um contributo político para a teoria de Bateson)
21.7.10
"Double bind", o papão de Passos Coelho

“Não vale a pena começar esta discussão agitando medos, dizendo que vêm aí os papões e aqui d’el rei que há aqui uma gente que quer destruir o país”.
Vale a pena agitar papões
“O PSD pode ficar passivamente a olhar para o afundamento do país. Esperar que o governo do PS bata na parede e o país vá ao fundo”.
20.7.10
Ainda os preliminares
Preliminares para um post sobre a revisão constitucional do PSD

Comentarionismo
19.7.10
Concorde ou talvez não
Sobre a proposta de revisão constitucional do PSD muito haverá (há mesmo) a dizer, não sendo necessário inventar polémicas. Contrariamente ao que sugere Cavaco Silva (sugere mesmo?) e a peça do DN, o Presidente da República está obrigado a aceitar o decreto de revisão constitucional aprovado pelo Parlamento. Não tem poder de veto ou qualquer outro poder que lhe permita opor-se à revisão constitucional. O texto constitucional não podia ser mais claro:
Artigo 286.º
Aprovação e promulgação
1. As alterações da Constituição são aprovadas por maioria de dois terços dos Deputados em efectividade de funções.
2. As alterações da Constituição que forem aprovadas serão reunidas numa única lei de revisão.
3. O Presidente da República não pode recusar a promulgação da lei de revisão.
Mas tenho a certeza que há quem esteja atento a estas coisas e que não vá deixar passar isto em branco. Bem haja.
16.7.10
E sem saber bem como ou porquê (por acaso até sei: teu, neu, neu, neu neu), viajei até aqui
ps: a intolerância em matéria musical é uma coisa bonita (também a pratico). Dois exemplos:
TheSpliffyD: those people who don't like this, need a fucking kick in their ass
gullwing14: I need the names of the 43 losers who accidentally slipped and clicked dislike.
14.7.10
La Fourmi
Avec un chapeau sur la tête
ça n'existe pas, ça n'existe pas.
Une fourmi traînant un char
Plein de pingouins et de canards,
ça n'existe pas, ça n'existe pas.
Une fourmi parlant français,
Parlant latin et javanais
ça n'existe pas, ça n'existe pas.
Eh! Pourquoi pas?
La Fourmi, Robert Desnos.
13.7.10
Tenho a certeza que isto é todo um programa mas primeiro tenho de perceber o que quer dizer
O PSD não quer "um Estado Social protector" mas "um Estado Social respeitável".
Pedro Passos Coelho, no encerramento das jornadas parlamentares do PSD (Aqui)
Voto de pesar
6.7.10
Como sempre, as melhores histórias do dia são...
"Também podia incluir nela, na crise, a demissão do secretário de Estado francês, Louis Blanc, ontem apresentada. Vocês sabem, já aqui falei dele e do seu gosto pelos charutos: o gabinete de Blanc gastou 12 000 euros em 'habanos', e Sarkozy não gostou nada do escândalo. Mas não, reservo o caso "Louis Blanc" à categoria de ironia, o que é muito mais interessante do que mero exemplo de crise. Em 11 de Setembro de 2001, director da Merril Lynch, Blanc estava nas Torres Gémeas, em Nova Iorque. Desceu para fumar um charuto. A paixão reacendeu-lhe a vida, agora apagou-lhe a carreira."
5.7.10
Aprender com a história (com subtil momento de auto-promoção)

Tivesse o Rei George III levado mais a sério esta história das petições e a História poderia ser outra...
Summer time...
2.7.10
Foi uma questão de segundos...
"Em 2009 perderam a vida vítimas de afogamentos pelo menos 17 crianças, ainda assim um número inferior ao registado em 2008. Acredita a APSI que isso se deve em parte às insistentes campanhas que têm sido lançadas por todo o País. A próxima é apresentada para a semana e volta a lembrar que os afogamentos são a segunda causa de morte acidental em Portugal. E que a criança não esbraceja, não grita, não faz barulho quando cai à água. Apenas se deixa ir num silêncio absoluto."
Excertos da notícia do DN sobre a morte por afogamento de uma criança de 3 anos.
1.7.10
Petit désabá
Hoje parece...
Indispensáveis

30.6.10
Ano novo, vida nova
Perguntas giras
“Começava por perguntar a pergunta que toda a gente faz na rua: toda a gente sabe que o senhor vai ser primeiro-ministro, só ninguém sabe ainda é quando”
“Não seria mais útil que estivesse no Governo uma liderança e um partido que reúne o consenso do país em vez de um governo que as pessoas todas já pressentem que já é mais passado do que futuro?”
“Aquilo que fica na ideia das pessoas é que é mais o senhor que manda do que o primeiro-ministro”
“Mas a verdade é que aquilo que o senhor pensa ou diz acaba por quase ter mais peso do que o que diz o Governo”
Foram giras estas primeiras perguntas, não foram?
*a estrutura frásica é fiel ao original
Títulos
"O que pode explicar este aumento dos processos contra os jornais? A partir das entrevistas realizadas aos advogados que representam os vários grupos de media, Cláudia Araújo enumera várias razões: a forte concorrência entre jornais, tornando o jornalismo mais agressivo; a mediatização da justiça; e o aparecimento em toda a imprensa generalista de revistas/cadernos tipo cor-de-rosa. ".
O título parece ser rigoroso relativamente aos dados apresentados na peça. Mas desta escolha pode resultar uma mensagem enviesada da realidade. O título sugere uma leitura ao nível da retaliação e da perseguição dos políticos em relação aos media, o que não parece coincidir minimamente com o conteúdo da notícia. Seria diferente se o título incluísse (como diz o texto) que "os jornais ditos tablóides são os que contabilizam maior número de processos" ou que, no que diz respeito aos acusadores, "a classe política, os empresários e as personalidades públicas são aqueles que instauram mais processos à imprensa".
Infelizmente, não é difícil imaginar como é que o oportunismo político e populista irá usar este título no futuro.
29.6.10
O gosto dos outros
28.6.10
O importante está a bold (espero)
Retirado do Spiegel online.
abespinhar
27.6.10
25.6.10
O segredo II
24.6.10
23.6.10
Impossível não gostar

É a ler jornais que a gente aprende
18.6.10
17.6.10
20 mil contos, caramba
Chego ao meu local de trabalho e deparo-me, com alguma incredulidade, com a mesma tese defendida por Porfírio Silva. A coisa de ver opiniões que achávamos insustentáveis defendidas por pessoas cujas ideias respeitamos e com quem costumamos aprender é que nos interpela, obriga-nos a questionarmo-nos sobre os fundamentos da nossa posição.
Ora, no contexto que vivemos tenho por certo o seguinte. É a própria importância que as prestações sociais têm num momento de crise e o insubstituível papel que desempenham na mitigação da pobreza, que exige que se reforcem os mecanismos de controlo destas prestações, no sentido de garantir que não falharão a quem mais precisa. Isso implica critérios. Critérios que ajudem a determinar a quem, para este efeito, não é admissível que falte uma prestação deste género, e quem se poderá considerar que está, apesar de tudo, melhor capacitado para fazer frente a uma situação de maior dificuldade.
Numa situação em que o Estado tem, inevitavelmente, de fazer escolhas acerca da forma como se distribuem os recursos, não me parece desrazoável considerar que quem disponha de uma poupança de 100 mil euros (repito, cem mil euros; 20 mil contos - assim parece-me sempre mais) está mais apto e em melhores condições para ultrapassar as dificuldades da crise.
Dizer que isto constitui um desincentivo à poupança e que assim mais vale gastar tudo "em caviar" para poder beneficiar das prestações parece-me uma variante da argumento contra o RSI “se eu posso receber aquilo sem fazer nada porque é que hei-de esfalfar-me a trabalhar para receber o salário mínimo?”. Estar integrado no mercado de trabalho – tal como possuir uma poupança considerável – habilita-nos a, aos mais variados níveis – materiais, psicológicos, etc. – a enfrentar com maior sucesso as vicissitudes de crise. E, infelizmente, o Estado não deverá ser, na actual conjuntura, indiferente a isto.
15.6.10
Sempre em cima da actualidade

1 - Ferris Bueller's day off
2 - Goonies
3 - Big
4 - War Games
5 - 18 again
6 - Gotcha
7 - Back do the future
8 - Pump up the volume
14.6.10
O toque dos extremos
Enfiar a carapuça

9.6.10
Figas
Aqui (via Pedro Magalhães)
Este gajo é muito melhor do que aquele que escreve sobre política nos jornais
Pedro Lomba, Sete Sombras, diário das amizades
Les jeux sont faits ou, como eles diriam, let the games begin...
- Ed Balls
- David Miliband
- Ed Miliband
- Andy Burnham
- Diane Abbott
Últimas sondagens conhecidas aqui.
8.6.10
É como a DECO, mas mais barato
5.6.10
2.6.10
Dúvidas existenciais
1.6.10
Responsabilidades
Critérios
31.5.10
O poder da pornografia

Ps: o programa chama-se, descubro agora, “Questões de Moral”, de Joel Costa. Segundo o site da Antena 2, um programa dedicado à “busca do nexo moral escondido no tempo das novas angústias”. “Caído em cheio na era do progresso tecnológico, da política-espectáculo, o cidadão comum continua a interrogar-se quanto à circunstância histórica e moral que lhe cabe viver.”. A não perder, a partir de agora. O programa de hoje pode ser ouvido aqui.
29.5.10
Momento infanto-infantil II - para memória futura
Com chocolate, morango e kiwi.
Outra panqueca, diiiivertida
Vou comê-la toda, toda até ao fim.
Autor: desconhecido neste instante. Espera-se que a lacuna seja ultrapassada nos próximos dias.
Momento infanto-infantil - para memória futura
Lá fora no quintal
Quem é, será o vento?
É o macaco Juvenal.
Chamei o macaco
Ó macaco Juvenal
"Não vou, estou sentadinho,
Estou a ler o meu jornal"
(tapa os olhos) 1,2,3
(destapa os olhos)Hihihihihihi
Autor: desconhecido neste instante. Espera-se que a lacuna seja ultrapassada nos próximos dias.
28.5.10
Lá, como cá
Analogias
Bolas, este eleitorado é fogo

Citação do "texto do padre jesuíta Vasco Pinto de Magalhães, com influência nos intelectuais católicos, que está a ser passado de e-mail em e-mail" .
[O texto de Vasco Pinto de Magalhães] "traduz bem o que vai na alma de muitos de nós". "O que seria normal era surgir um candidato da direita. Mas era no dia seguinte.
Luís Nobre Guedes, antigo dirigente do CDS, na mesma peça de Ana Sá Lopes e Sílvia de Oliveira, no i de hoje, e que vale bem a pena ler.27.5.10
Apelo público ao "Público"
Com os melhores agradecimentos,
Tiago Tibúrcio
26.5.10
Copo meio meio cheio (corrigido)
Absolutamente quase nada
"Advogada levou sanita para o Tribunal" (CM)
É verdade, assim é mesmo complicado
Ó João, até me sinto tentado a concordar contigo. Sou sensível ao apelo ao pragmatismo, conformando-me com o facto de, se a esquerda não encontrar formas de se entender, o poder cair, inevitavelmente, para a direita.
É verdade que estamos a falar de um cargo unipessoal, o que favorece claramente a lógica de formação de dois blocos ideológicos concorrentes. Contudo, este alinhamento em bloco é suposto (ou normal) que aconteça apenas na segunda volta. Na primeira volta, tem sido habitual haver vários candidatos oriundos do mesmo campo ideológico. Passando dois candidatos à segunda volta (desde que nenhum tenha mais de 50% dos votos), o sistema permite que isso aconteça sem grande risco.
Assim, o que o teu texto faz é um clássico apelo ao voto útil. O apelo ao pragmatismo (o “goste-se ou não”) e um alerta para o risco da crítica, da hesitação, que podem fragilizar a candidatura (de Alegre) e permitir a vitória do campo ideológico oposto.
Tudo argumentos relativamente aos quais eu sou sensível. E que são - parece-me - totalmente transponíveis para a competição para a governação.
O facto de o BE ver no PS o seu principal adversário também pode ter como consequência fragilizar as hipóteses de o PS ser Governo e, logo, derrotar a direita. Mais – e como já foi abundantemente dito por muitos -, ao extremar a luta política com o único partido de esquerda com possibilidades de ser governo está a inviabilizar qualquer solução governativa que passe pela esquerda. Sendo os acordos uma contingência inultrapassável para um governo sem maioria absoluta, restam os entendimentos feitos à direita.
Por outro lado, bem vistas as coisas, é mais simples do que parece.
21.5.10
Como na vida (e nos filmes do Woody Allen), a água está sempre a passar várias vezes debaixo da mesma ponte
A Constituição é de todos

O interesse que me despertou deriva precisamente de achar que um dos grandes problemas que inquinam a discussão em torno deste tema é a falta de conhecimento acerca da forma como se compatibilizam e se articulam os direitos fundamentais. Ora, esta questão deveria fazer parte dos rudimentos da cultura democrática da generalidade dos cidadãos. Diz-nos respeito a todos e o simplismo com que quase sempre se enforma esta questão (nomeadamente na comunicação social) é um mau serviço que se presta à democracia, degradando-a.
O reconhecimento desta complexidade não traduz qualquer hesitação quanto à posição que acho correcta sobre a matéria. Choca-me que se ache admissível que, um meio absolutamente excepcional (por atentar contra direitos fundamentais, precisamente) de recolha de prova, admitido apenas para perseguir determinados crimes, seja usado com qualquer outro objectivo e, em particular, para um objectivo político. Mas mais ainda me choca que se chegue a uma qualquer conclusão sem qualquer referência ao feixe de direitos (e outras normas, como a da independência das esferas política e judicial) que estão em causa e que devem ser ponderados.
Enfim, violando um dos limites materiais da minha Lei Fundamental, recorro a uma expressão popular para melhor me explicar: esta matéria é demasiado importante para ser deixada nas mãos de juristas.
Bolas, extenso post para uma ideia tão simples...
19.5.10
A crítica em tempos de crise (pequeno esclarecimento)
Correu tudo bem afinal
"In the only House race that really mattered to both parties—the special election to replace the late Democratic Rep. John Murtha in Pennsylvania’s 12th District—Republicans failed spectacularly, losing on a level playing field where, in this favorable environment, they should have run roughshod over the opposition."
Aqui.
A crítica em tempos de crise
Mas uma coisa é a crítica no espaço público e outra é o recurso a instrumentos e a procedimentos que têm (ou podem ter) consequências políticas de facto. É o caso de uma moção de censura, cuja iniciativa se destina a, por meios legítimos, naturalmente, derrubar o Governo. E o recurso a este instrumento, bem como os timings da sua utilização, precisamente pelas consequências que podem ter, devem ser objecto de um juízo político, para além dos fundamentos que a sustentam. Se considero que o país ficar sem governo neste momento seria uma irresponsabilidade, é justo que critique a apresentação de uma moção de censura neste momento. O mesmo diria se o Governo apresentasse para a semana uma moção de confiança.
“Parece que foi conseguido um equilíbrio”
- Que o pacote de medidas de austeridade apresentado pelo Governo conseguiu um equilíbrio em termos de distribuição de custos. “É uma mistura mais ou menos bem composta e o mal vai ser distribuído pelas aldeias”;
- Que, no seu entender, a antecipação de medidas de combate à crise não teria evitado a adopção das medidas de austeridade agora anunciadas. Mais, explicou o evidente: que os défices que agora se combatem surgiram como uma resposta necessária para responder à crise;
- Finalmente, questionado sobre se o aumento do IVA não atingiria de forma desigual a população, Lains lembrou que o IVA afecta toda a gente e sublinhou algo que não tem sido suficientemente recordado: “que não houve [como aconteceu noutros países] uma redução das pensões; não houve uma redução do Serviço Nacional de Saúde”; “E são as populações mais desfavorecidas que mais beneficiam destas transferências do Estrado. Mais uma vez parece que foi conseguido um equilíbrio”.
18.5.10
17.5.10
Interactividade é
A Bruna, eu, e toda a gente
12.5.10
Ainda no campo das citações
"(...) the moment that will likely be the lasting sound bite—came when a reporter reminded Cameron that he had once been asked what his favorite joke was and had answered, “Nick Clegg.” Cameron began, “We’re all going to have—” and then turned to Clegg with an oops-now-I’m-in trouble grimace and admitted sheepishly, “I’m afraid I did say that.” Clegg said, “That’s it, I’m off!” and pretended to stalk away. Cameron, in a mock squeak: “Come back!” (...)"
No final da conferência de imprensa conjunta de David Cameron and Nick Clegg. Tirado daqui.
Mais citações
maradona, A causa...
Citações
Paulo Pedroso, Banco Corrido.
11.5.10
Debates
"(...) the journal of the New School for Social Research in New York City, will host “Limiting Knowledge in a Democracy.” The conference brings together leading journalists, distinguished scholars, and policymakers to examine how the US government and other political and cultural institutions distort or otherwise affect the flow of information. The question at hand is, what limits on access to knowledge safeguard our democracy and what limits erode it?"
Mais informações aqui. (via NYRB)





