26.7.11
Avant de plus
Antes de mais, importa ler aqueles com quem aprendemos, sempre. Mesmo que o parágrafo seja magro e a matéria aparentemente trivial. As aparências enganam. E aprender a trabalhar e brincar com as palavras não é coisa de somenos. Vem, aliás, antes de tudo o resto. Ou antes de mais.
Querido blog:
Acho que devíamos dar um tempo para ver o que realmente sentimos um pelo outro. Sim, eu sei, é precisamente isso que temos (tenho) feito ultimamente. Mas achei que te devia uma explicação.
Não procurarei outros. Ser-te-ei fiel, isso posso garantir-te. Sei que posso esperar o mesmo de ti (até porque sou o único detentor da password. mas sei que não é por isso).
Apenas para que fique claro, querido blog: o problema não és tu, sou eu.
Não procurarei outros. Ser-te-ei fiel, isso posso garantir-te. Sei que posso esperar o mesmo de ti (até porque sou o único detentor da password. mas sei que não é por isso).
Apenas para que fique claro, querido blog: o problema não és tu, sou eu.
25.7.11
A todos os outros, muitas nuvens e aguaceiros (fracos, que eu não sou pessoa para invejas e desejar o mal dos outros)
Queria mandar daqui um abraço a todos os que não vão ter férias.
29.6.11
Sem ser a parte do "ousadamente imaginativo", é como olhar para o espelho
"O seu cérebro funcionava a uma temperatura diferente. Demorava mais tempo a tomar uma decisão e, mal o fazia, apetecia-lhe mudar de ideias de novo. Mas, e talvez por esta mesma razão, acreditava que era o mais ousadamente imaginativo dos dois".
"A questão Finkler", Howard Jacobson, alguras nas primeiras páginas.
"A questão Finkler", Howard Jacobson, alguras nas primeiras páginas.
25.6.11
Um país de vips
Recebido por sms: "Depois de ter sido imediatamente atendida como cidadã comum, fui informada que era vip...fui então para a enorme fila de vips....".
15.6.11
Estado clínico deste blog
8.6.11
Melhor do que o silêncio só João

A ver aqui a maravilhosa reportagem sobre joão gilberto (como se sabe, o outro melhor cantor do mundo), visionamento, porém, não isento de dor, chamando à memória aqueles dois bilhetes para um concerto de João Gilberto que já estiveram na minha mão, concerto malogradamente cancelado na véspera (doença, disseram, inconvincentemente). Talvez não saibam mas sei muitas letras do joão gilberto de cor.
7.6.11
2.6.11
Pirraça

Agora que saiu a Ler de Junho, já posso dizer-vos: a edição de Maio tem a melhor auto-entrevista - aquela do sofá - que já lá li (não, não me refiro ao cientista político). É de J. Rentes de Carvalho. E não sou só eu que o digo. Mais à frente, a própria Ler chama-lhe de antologia. Ides tentar comprar a edição do mês passado a ver se conseguem. Ahahah.
Nas nossas mãos
E se fizéssemos alguma coisa sobre o assunto, pergunta-se – e muito bem - aqui? De facto, também está nas nossa mãos tornar a vida pública um lugar melhor. Não depende apenas (e muitas vezes nem sobretudo) do Governo tornarmos o país num lugar melhor.
Também está nas nossas mãos contribuirmos para uma sociedade mais participativa e mais exigente; está nas nossas mãos (dos empresários, dos trabalhadores, dos consumidores) a dinamização da economia nacional, com os reflexos que isso pode ter no crescimento e na criação de emprego; está nas nossas mãos sermos menos complacentes para com a corrupção, a fraude e a elisão fiscal; está nas nossas mãos adoptar práticas mais amigas do ambiente e adquirir novos hábitos de consumo energéticos, como é o caso das energias alternativas (que, como se sabe, também tem reflexos económicos importantes, ao diminuir o nosso défice energético). Enfim, os exemplos são inúmeros. A realização do nosso sucesso enquanto país depende, em muita maior medida do que somos muitas vezes tentados a pensar, de nós, tendo o governo um papel muitas vezes residual.
Mas há assuntos que não estão nas nossas mãos. Cuja realização depende, em exclusivo, das escolhas do poder político. São os tais assuntos que deviam reunir um apoio particularmente alargado da comunidade e dos partidos mais representativos dos portugueses.
E é precisamente nessas áreas que o PSD pretende tudo alterar (e não é por acaso que as propostas liberais-radicais de Passos Coelho nunca foram tentadas antes pelo próprio PSD). É o caso do Serviço Nacional de Saúde, é o caso da Escola Pública (assim, com maiúsculas) e é o caso da Segurança Social Pública.
Se mexerem nisto, nada estará nas nossas mãos (nada poderemos fazer para evitar que a Saúde e o Ensino públicos se tornem, a pouco e pouco, serviços cada vez mais pobres, destinados aos mais pobres). E se isso acontecer, nada será como dantes. E depois será tarde demais para se voltar atrás.
Também está nas nossas mãos contribuirmos para uma sociedade mais participativa e mais exigente; está nas nossas mãos (dos empresários, dos trabalhadores, dos consumidores) a dinamização da economia nacional, com os reflexos que isso pode ter no crescimento e na criação de emprego; está nas nossas mãos sermos menos complacentes para com a corrupção, a fraude e a elisão fiscal; está nas nossas mãos adoptar práticas mais amigas do ambiente e adquirir novos hábitos de consumo energéticos, como é o caso das energias alternativas (que, como se sabe, também tem reflexos económicos importantes, ao diminuir o nosso défice energético). Enfim, os exemplos são inúmeros. A realização do nosso sucesso enquanto país depende, em muita maior medida do que somos muitas vezes tentados a pensar, de nós, tendo o governo um papel muitas vezes residual.
Mas há assuntos que não estão nas nossas mãos. Cuja realização depende, em exclusivo, das escolhas do poder político. São os tais assuntos que deviam reunir um apoio particularmente alargado da comunidade e dos partidos mais representativos dos portugueses.
E é precisamente nessas áreas que o PSD pretende tudo alterar (e não é por acaso que as propostas liberais-radicais de Passos Coelho nunca foram tentadas antes pelo próprio PSD). É o caso do Serviço Nacional de Saúde, é o caso da Escola Pública (assim, com maiúsculas) e é o caso da Segurança Social Pública.
Se mexerem nisto, nada estará nas nossas mãos (nada poderemos fazer para evitar que a Saúde e o Ensino públicos se tornem, a pouco e pouco, serviços cada vez mais pobres, destinados aos mais pobres). E se isso acontecer, nada será como dantes. E depois será tarde demais para se voltar atrás.
1.6.11
Do esforço contínuo que, como dizia (acho que) Mark Twain, temos de fazer para ver aquilo que está mesmo à frente do nosso nariz
'O Governo do PS pôs em causa a normalidade democrática ao deixar o Estado sem dinheiro para assegurar as funções básicas'
Pedro Passos Coelho, no Twitter
O líder do PSD regressa ao tema do 'só havia dinheiro até ao final de Maio', que, para alguns, é prova de qualquer coisa terrível sobre este governo. Ora, o 'não haver dinheiro', anunciado por Teixeira dos Santos, resultou, apenas e só, de que, a partir do momento em que o PEC IV foi chumbado, Portugal ficou de fora dos mercados de divida. É só isto. Qualquer país que tenha necessidades de financiamento líquidas fica 'sem dinheiro para assegurar as funções básicas' se lhe acontecer o mesmo. Sem que isto nos permita fazer qualquer juízo (negativo ou positivo) sobre o comportamento desse mesmo governo.
Da desinformacão, João Galamba
Pedro Passos Coelho, no Twitter
O líder do PSD regressa ao tema do 'só havia dinheiro até ao final de Maio', que, para alguns, é prova de qualquer coisa terrível sobre este governo. Ora, o 'não haver dinheiro', anunciado por Teixeira dos Santos, resultou, apenas e só, de que, a partir do momento em que o PEC IV foi chumbado, Portugal ficou de fora dos mercados de divida. É só isto. Qualquer país que tenha necessidades de financiamento líquidas fica 'sem dinheiro para assegurar as funções básicas' se lhe acontecer o mesmo. Sem que isto nos permita fazer qualquer juízo (negativo ou positivo) sobre o comportamento desse mesmo governo.
Da desinformacão, João Galamba
28.5.11
Aceitem um conselho

Na estranha eventualidade de vos parecer engraçado, querido, ou até uma boa ideia, entregarem a vossa cabeça às mãos de uma criança de cinco anos (mesmo que quase seis) com uma máquina destas, deixem-me alertar-vos: não é. Digo-o do alto da minha recém-adquirida (mais ou menos oito horas) autoridade na matéria.
27.5.11
Este post não é sobre Cavaco
Porque razão é que os jornalistas perguntam se a campanha está a ser esclarecedora, "como pediu Cavaco Silva"? Porventura Cavaco tem a patente da ideia de que as campanhas servem (ou deviam servir) para esclarecer? Não é este o entendimento mínimo partilhado por todos? Se Cavaco disser que espera que os candidatos andem com os pés e escrevam com as mãos, os jornalistas também vão perguntar se os candidatos o estão a fazer como Cavaco desejou?
Palavras que me fascinam (ou o contrário, não sei bem)
Sancionar. É uma palavra no mínimo estranha. Não conheço outra na língua portuguesa que signifique uma coisa e o seu contrário. Tanto pode exprimir aprovação, concordância como castigo e punição.
Respeitar os cidadãos
“[Passos] Não defendeu a realização de um referendo, mas foi acusado de o fazer. (…) Defendeu que a Assembleia devia respeitar as petições de grupos de cidadãos e foi acusado de conservadorismo”, diz JMF.
De que falamos quando falamos de cidadãos proporem um referendo? Falamos da possibilidade que a lei oferece a grupos de cidadãos de iniciarem um processo legislativo, por norma reservado aos partidos representados na AR (ou ao governo), que poderá ou não culminar numa proposta de referendo dirigida ao Presidente da República (a quem cabe a decisão final).
Estes são os únicos direitos que assistem aos cidadãos que patrocinem uma iniciativa de referendo: iniciar um procedimento e que o Parlamento tome uma decisão sobre o assunto em causa.
Nunca mas nunca mas nunca têm o direito a que a AR aprove esse referendo. Permitir que 75 mil cidadãos (ou 80, 100, ou 200 mil, etc.) pudessem condicionar a vontade da maioria dos cidadãos, representados no parlamento pelos deputados, eleitos por milhões de pessoas, seria, pense-se um bocadinho, ofender a democracia e o princípio maioritário de forma chocante. Isso sim, seria um desrespeito pelos cidadãos.
Esta á, aliás, uma ideia que volta e meia surge no espaço público, por vezes pela voz de insuspeitos especialistas. Ainda no outro dia, o sociólogo Villaverde Cabral queixava-se na rádio da ineficácia das petições (propriamente ditas), dando como exemplo a petição assinada por mais de 100 mil cidadãos (entre os quais o próprio Villaverde Cabral) que reclamava a revogação do Acordo Ortográfico, cuja pretensão não tinha sido acolhida pela AR. Achar que uma pequena elite de cidadãos mais activos devia condicionar de forma definitiva o Parlamento é que seria uma ofensa grave ao princípio geral de que as escolhas numa democracia são tomadas pela maioria.
Sinto que vos maço.
De que falamos quando falamos de cidadãos proporem um referendo? Falamos da possibilidade que a lei oferece a grupos de cidadãos de iniciarem um processo legislativo, por norma reservado aos partidos representados na AR (ou ao governo), que poderá ou não culminar numa proposta de referendo dirigida ao Presidente da República (a quem cabe a decisão final).
Estes são os únicos direitos que assistem aos cidadãos que patrocinem uma iniciativa de referendo: iniciar um procedimento e que o Parlamento tome uma decisão sobre o assunto em causa.
Nunca mas nunca mas nunca têm o direito a que a AR aprove esse referendo. Permitir que 75 mil cidadãos (ou 80, 100, ou 200 mil, etc.) pudessem condicionar a vontade da maioria dos cidadãos, representados no parlamento pelos deputados, eleitos por milhões de pessoas, seria, pense-se um bocadinho, ofender a democracia e o princípio maioritário de forma chocante. Isso sim, seria um desrespeito pelos cidadãos.
Esta á, aliás, uma ideia que volta e meia surge no espaço público, por vezes pela voz de insuspeitos especialistas. Ainda no outro dia, o sociólogo Villaverde Cabral queixava-se na rádio da ineficácia das petições (propriamente ditas), dando como exemplo a petição assinada por mais de 100 mil cidadãos (entre os quais o próprio Villaverde Cabral) que reclamava a revogação do Acordo Ortográfico, cuja pretensão não tinha sido acolhida pela AR. Achar que uma pequena elite de cidadãos mais activos devia condicionar de forma definitiva o Parlamento é que seria uma ofensa grave ao princípio geral de que as escolhas numa democracia são tomadas pela maioria.
Sinto que vos maço.
Um texto sincero e honesto (este, o meu)
Este texto de José Manuel Fernandes (JMF) reflecte vários problemas. Por ordem decrescente de importância, apontaria:
i) O costumeiro ódio por José Sócrates e pelo PS, que cega o autor no momento de sustentar posições, estendendo-o inclusive a todos os que tenham o azar de (ainda que circunstancialmente) estarem do outro lado da sua razão;
ii) A ideia - já tantas vezes repetida por pessoas como JMF que começo a acreditar que acreditam mesmo nela – de que certas declarações de Passos Coelho (sobre a
lei do aborto; sobre Educação) não podem ser objecto de crítica porque são fruto da sua sinceridade e honestidade. Mesmo admitindo que são sinceras e honestas (a mim, pareceu-me mais oportunismo político, mudando uma posição de sempre numa tentativa de flirtar com o eleitorado de direita), desde quando é que isto inviabiliza o escrutínio destas ideias? Já pelo menos desde o projecto de revisão constitucional apresentado pelo PSD que isto sucede. Confrontados com as críticas, furtam-se à discussão da substância invocando um argumento moral (a honestidade; sinceridade; verdade). Ora, correndo o risco de desbaratar caracteres a dizer o óbvio, podem dizer-se muitos disparates de forma autêntica. Isso não faz, evidentemente, com que uma ideia estúpida se transforme numa boa ideia.
Repare-se que esta tese está, aliás, subentendida na defesa feita pelo próprio Passos Coelho, que se insurgiu contra as críticas dizendo que “não há tabus”. Pois não. É precisamente por isso que as ideias que Passos colocou em cima da mesma podem ser discutidas e criticadas;
iii) “[Passos] Não defendeu a realização de um referendo, mas foi acusado de o fazer. (…) Defendeu que a Assembleia devia respeitar as petições de grupos de cidadãos e foi acusado de conservadorismo”, diz JMF. Ora, isto toca num assunto que me é particularmente caro, as petições, ainda que não em sentido próprio (as minhas preferidas). Dedico-lhe o próximo post.
i) O costumeiro ódio por José Sócrates e pelo PS, que cega o autor no momento de sustentar posições, estendendo-o inclusive a todos os que tenham o azar de (ainda que circunstancialmente) estarem do outro lado da sua razão;
ii) A ideia - já tantas vezes repetida por pessoas como JMF que começo a acreditar que acreditam mesmo nela – de que certas declarações de Passos Coelho (sobre a
lei do aborto; sobre Educação) não podem ser objecto de crítica porque são fruto da sua sinceridade e honestidade. Mesmo admitindo que são sinceras e honestas (a mim, pareceu-me mais oportunismo político, mudando uma posição de sempre numa tentativa de flirtar com o eleitorado de direita), desde quando é que isto inviabiliza o escrutínio destas ideias? Já pelo menos desde o projecto de revisão constitucional apresentado pelo PSD que isto sucede. Confrontados com as críticas, furtam-se à discussão da substância invocando um argumento moral (a honestidade; sinceridade; verdade). Ora, correndo o risco de desbaratar caracteres a dizer o óbvio, podem dizer-se muitos disparates de forma autêntica. Isso não faz, evidentemente, com que uma ideia estúpida se transforme numa boa ideia.
Repare-se que esta tese está, aliás, subentendida na defesa feita pelo próprio Passos Coelho, que se insurgiu contra as críticas dizendo que “não há tabus”. Pois não. É precisamente por isso que as ideias que Passos colocou em cima da mesma podem ser discutidas e criticadas;
iii) “[Passos] Não defendeu a realização de um referendo, mas foi acusado de o fazer. (…) Defendeu que a Assembleia devia respeitar as petições de grupos de cidadãos e foi acusado de conservadorismo”, diz JMF. Ora, isto toca num assunto que me é particularmente caro, as petições, ainda que não em sentido próprio (as minhas preferidas). Dedico-lhe o próximo post.
26.5.11
Do (des)interesse pela política
"De qualquer forma, como sublinha o Pedro Magalhães, temo que isto já não vá lá com ideias, propostas, ou programas. Os interessados são uma imensa minoria – 85% dos inquiridos pela Católica afirma não ter lido sequer uma parte dos programas eleitorais de qualquer partido." (Paulo Tavares, no excelente escrita Política, da TSF)
A minha dúvida é a seguinte: os 85% dos inquiridos que afirmam não ter lido sequer uma parte dos programas eleitorais de qualquer partido, referidos aqui pelo Pedro Magalhães, quer mesmo dizer que não se interessam pelos programas e pelas ideias de cada partido? É que é evidente que existem outras formas de tomar conhecimento das propostas eleitorais dos partidos, nomeadamente através da intermediação jornalística.
Pensando no meu caso pessoal, acho que só muito recentemente é que li um programa eleitoral de um partido político, tendo votado em quase todas as eleições com base na informação veiculada pelos media. E julgo que votei de forma esclarecida, pelo menos relativamente às questões que considerava fundamentais. Presumo que assim acontecerá com uma parte significativa das pessoas.
A minha dúvida é a seguinte: os 85% dos inquiridos que afirmam não ter lido sequer uma parte dos programas eleitorais de qualquer partido, referidos aqui pelo Pedro Magalhães, quer mesmo dizer que não se interessam pelos programas e pelas ideias de cada partido? É que é evidente que existem outras formas de tomar conhecimento das propostas eleitorais dos partidos, nomeadamente através da intermediação jornalística.
Pensando no meu caso pessoal, acho que só muito recentemente é que li um programa eleitoral de um partido político, tendo votado em quase todas as eleições com base na informação veiculada pelos media. E julgo que votei de forma esclarecida, pelo menos relativamente às questões que considerava fundamentais. Presumo que assim acontecerá com uma parte significativa das pessoas.
Annecy
Festival de animação de Annecy 2011 começa a 6 de Junho. Um festival de animação é desculpa suficiente para ir a qualquer lado. Festival de Annecy é dos melhores do mundo. Ficar-me-ia por aqui há um ano atrás. 2010 em vez de 2011. Mas conheci Annecy entretanto. Não compreendo como é que chego a esta idade sem que alguém alguma vez me tenha falado de Annecy. Tipo, Annecy é dos lugares mais bonitos para se visitar e, provavelmente, viver deste planeta. Foi preciso ver o Joelho de Claire (claro que podia - e devia - ter visto o filme há mais tempo. Mas caramba). Vale a pena ver a página do festival no Youtube.
25.5.11
Não fosse não ser obviamente o caso, diria que sou um valente mariquinhas
Muitos se chocam por alguém ser capaz de filmar o espancamento de uma pessoa (neste caso uma rapariga adolescente) sem intervir. A mim choca-me que se consiga simplesmente assistir àquele ataque. Sentimento que, pelo que me é dado a perceber pela quantidade de vezes que as televisões passam as imagens, não é partilhado pela generalidade dos telespectadores.
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