
http://www.testpolitico.com/
"Sei que seria possível construir o mundo justo (...)" (Sophia de Mello Breyner Andersen)







João Galamba, Jugular.
- a actual crise política foi detonada com a rejeição do PEC no Parlamento;
- a crise política é a causa directa do dramático agravamento da crise financeira das últimas semanas;
- a crise política e económica tornaram inevitável este pedido de ajuda externa;
- o recurso ao fundo poderia, muito provavelmente, ter sido evitado com a aprovação do PEC;
- contrariamente à esquerda, a direita, e muito em particular o PSD, sempre desejou este desfecho, que concretiza, assim, a vinda da sua agenda pela mão de terceiros;
Considerando tudo isto, não deixa de ser tragicamente irónico que a esquerda tenha contribuído decisivamente para a rejeição deste PEC e, assim, para a consumação da vinda do FEEF/FMI, que condicionará de modo indelével o país e as políticas públicas dos próximos (demasiados) anos.
A rejeição do PEC por parte da esquerda é uma escolha coerente, se atendermos exclusivamente ao plano das ideias. Contudo, as escolhas políticas têm consequências reais, por vezes contraproducentes, contrárias aos objectivos pretendidos. No lugar da austeridade rejeitada, terão (teremos todos) austeridade XXL. Vezes 2. E as consequências eram por demais conhecidas por todos. Se isto não é uma ironia...
Spiegel online, num texto sobre s sucessão no FDP (parceiro do governo de Merkel), depois do anúncio da saída de Guido Westerwelle
Embora valha a pena explorá-la, valerá a pena reflectir sobre a ausência de um maior equilíbrio ideológico dos autores, sobretudo quando estamos a falar de um texto como a Constituição da República Portuguesa, o documento político mais importante da nossa comunidade.
André Barata, Dez notas – não me atrevo a chamar-lhes “teses” – sobre o Problema Português (via Pedro Lains)