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A Forma Justa

"Sei que seria possível construir o mundo justo (...)" (Sophia de Mello Breyner Andersen)

7.11.14

Tresli este título e ia-me engasgando. Depois dei uma gargalhada. Depois fiz este post.


Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 12:13 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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O melhor de trabalhar em casa é poder ouvir música quando e como quiser

O pior de trabalhar em casa é poder ouvir música quando e como quiser


Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 11:59 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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6.11.14

Vozinhas



Ver este vídeo de Pires de Lima no Parlamento é deveras constrangedor, o que acaba por ter graça. E por isso digno de partilha, pois é giro rirmo-nos dos outros (e de nós próprios, claro), sobretudo quando é inofensivo. Mas é só isso. Não há quaisquer ilações políticas a tirar.

Já o jornalismo chamar a este exercício uma ironia (cfr. site da sic e num outro que agora me escapa) é que me escandaliza. Ironia vem no dicionário e não é isto. Mesmo dito com aquela vozinha.

Em matéria de vozinhas, voz ao Porta dos Fundos

Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 16:33 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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5.11.14

Sob o véu da independência, este discurso é profundamente anti-democrático, por recusar o que está no centro da democracia: que o poder resulta de escolhas, legitimadas pela maioria dos cidadãos. Governos de filósofos (mesmo que pós-graduados em contabilidade), únicos detentores da razão, ofendem a democracia. E por se insinuar como o contrário, é preciso denunciá-lo (eu sei, há senhores que ocupam certos órgãos de soberania que também se acham detentores da verdade; esses não ofendem menos)


"Se aparecer um projeto independente, com pessoas credíveis do ponto de vista técnico, e com vontade de governar olhando ao interesse do país e não olhando a ideologias e se me disserem 'precisamos de ti', no futuro poderei pensar duas vezes e dizer 'sim, senhor'. Mas nunca nesta conjuntura político-partidária e nunca em algum dos partidos atuais".  

Sem papas na língua, José Gomes Ferreira admite, em entrevista ao jornal "i" desta quarta-feira, poder vir a participar num projeto político independente, mesmo garantindo estar sobretudo interessado em continuar a ser jornalista e escrever livros.

(...)

Mais em José Gomes Ferreira admite entrar na vida política
Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 12:51 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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Enquanto não temos um "Podemos" temos um "Precisamos" (de ti, josé gomes ferreira)


"Se aparecer um projeto independente, com pessoas credíveis do ponto de vista técnico, e com vontade de governar olhando ao interesse do país e não olhando a ideologias e se me disserem 'precisamos de ti', no futuro poderei pensar duas vezes e dizer 'sim, senhor'. Mas nunca nesta conjuntura político-partidária e nunca em algum dos partidos atuais".  

Sem papas na língua, José Gomes Ferreira admite, em entrevista ao jornal "i" desta quarta-feira, poder vir a participar num projeto político independente, mesmo garantindo estar sobretudo interessado em continuar a ser jornalista e escrever livros.

(...)

Mais em José Gomes Ferreira admite entrar na vida política
Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 12:44 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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O que dava para que fosse em frente, ganhasse eleições, governasse quatro anos, convivesse com a democracia e com o escrutínio público. E depois, pudéssemos fazer rewind.


"Se aparecer um projeto independente, com pessoas credíveis do ponto de vista técnico, e com vontade de governar olhando ao interesse do país e não olhando a ideologias e se me disserem 'precisamos de ti', no futuro poderei pensar duas vezes e dizer 'sim, senhor'. Mas nunca nesta conjuntura político-partidária e nunca em algum dos partidos atuais".  

Sem papas na língua, José Gomes Ferreira admite, em entrevista ao jornal "i" desta quarta-feira, poder vir a participar num projeto político independente, mesmo garantindo estar sobretudo interessado em continuar a ser jornalista e escrever livros.

(...)

Mais em José Gomes Ferreira admite entrar na vida política
Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 12:28 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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3.11.14

A pensar nas gerações futuras

Ao confirmar o brilho nos olhos com que as crianças ouvem e replicam um palavrão (não importa verdadeiramente qual), alimentando-lhes a imaginação e a vontade de participar, imagino um sistema de ensino que apostasse na transmissão de conhecimentos (na matemática, na língua portuguesa, etc) através do uso abundante de palavrões. E antecipo as vantagens, aliás evidentes: 1) despertar um interesse inaudito por estas matérias; 2) possivelmente, desmistificar o recurso às palavras proibidas, consabidamente as mais apetecidas, esvaziando grande parte do seu interesse (a médio prazo, este efeito teria um impacto negativo sobre o primeiro, altura em que teria de se repensar o presente modelo); 3) evitar o embaraço académico por decisões motivadas, na melhor das hipóteses, pelo pudor causado por um palavrão. 
Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 15:25 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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Escrutinar o escrutinador

Esta (esta) crónica do Pedro Adão e Silva, no último Expresso, sobre o escrutínio aos media, merecia uma sequela (várias, aliás). Fica ainda demasiado por dizer.
Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 13:29 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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A palavra chave daqui é "bloqueio". Mas qual bloqueio?

"Tem-se falado muito na necessidade de revisão do sistema eleitoral.  Não é um bloqueio?
O que é que funciona mal no nosso sistema eleitoral? Ele permite a representação de todos os partidos políticos, mesmo os mais pequenos; não bloqueia a entrada no Parlamento de novos partidos, faz uma representação de todas as correntes, tem permitido a alternância democrática, tem permitido a formação de governos maioritários. O que é funciona mal?"

Entrevista a Jorge Reis Novais, no Público de hoje
Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 11:57 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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La chute

Fui informado de viva voz, sem apelo nem agravo. Estou proibido de escolher filmes para ver em casa nos próximos tempos (presumo que só vigore nos tempos mais próximos...).

Isto magoa uma pessoa. Não porque tenha a pretensão de ter olho para bons filmes. Não tenho. Mas porque em tempos fui considerado (por mim próprio, é certo, mas ainda assim) um especialista na área dos "grandes filmes de merda", normalmente comédias, que vão desde o divertido Shangai Noon (dobrado em francês, de preferência), do grande jackie chang, até outros filmes (mas não todos) do grande jackie chang, passando pelos filmes mais antigos do dennis quaid (como o micro-herói) ou algumas comédias do nick nolte (aquele dos fugitivos, não por acaso também com o martin short).

A causa mais próxima desta pesada sentença foram dois filmes: um com o Mark Ruffalo e a Keira knightley e outro com o zach braff. Ambos inclementes xaropadas. Mas houve outros. 

 
Com o orgulho ferido, parece que só vou ver filmes decentes nos próximos tempos. Não me conformo. 
Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 11:54 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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31.10.14

Dia das bruxas verdadeiramente assustador

Máscaras de isildas pegados, césares das neves e josés antónios saraivas por toda a parte.
Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 13:53 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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Halloween

Provincianismo: torcer o nariz ao halloween porque não é uma tradição portuguesa.
Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 13:52 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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"Fuck Chicago" ou um filme sobre o que realmente importa

Acontece-me com frequência. Filmes, ou livros, relativamente aos quais a leitura que deles faço resulta clara e pouco ambígua. Há bons filmes nesta categoria. E muitos maus. Depois há outros, que fazem lembrar aquelas caricaturas que vistas de uma forma são uma coisa mas de pernas para o ar outra completamente diferente. É o caso de Locke, filme recomendado com entusiasmo por amigos, armadilha sempre perigosa por elevar as expetativas e, assim, a possível desilusão. Mas não foi o caso. Uma das leituras que fiz do filme:

Locke é um filme banal. Quer dizer, não é nada banal, é até muito bom, mas debruça-se sobre a banalidade da vida. Não que a vida seja banal no sentido de desinteressante. Antes pelo contrário. Porque uma vida banal é feita de imbanalidades. Como de erros banais, como uma infidelidade (confirmo-o nos livros, nos filmes, nas telenovelas). "Foi apenas desta vez", confessa Locke - o personagem principal - à mulher.

Locke, que dito em voz alta remete-nos para a ideia de prisão, de ficarmos presos aos nossos erros, às nossas ações, circunstância do homem moral. E que há uma forma moral de enfrentar os erros. É o que Locke pretende fazer, ao estar presente no nascimento do filho fruto daquela infidelidade. Para que não faça como o seu pai, que, em circunstâncias semelhantes, apenas se deu a conhecer quando Locke tinha 22 anos. Porque não se estará também sempre a tempo de corrigir os erros. "Mais valia que nunca tivesses aparecido", diz, a certa altura, Locke em voz alta, imaginando o pai sentado no banco detrás do carro, onde, aliás, toda a ação decorre (no carro, não especificamente no banco de trás; não é desses filmes). Presos aos nossos erros mas também aos dos nossos pais, que, de alguma forma, carregamos connosco.

Qualquer desvio à moral é tramado e pode ter consequências potencialmente devastadoras. Por mais pequeno que seja. Ou melhor, Locke sabe que não há desvios pequenos. Como lhe devolve a certa altura a mulher, a diferença entre não fazer (nunca) e fazer uma só vez é toda a diferença do mundo. Veja-se como Locke insiste, quase patologicamente, em cumprir o limite de velocidade na estrada, apesar de o seu mundo estar a desabar e estar atrasado para o nascimento do filho. No entanto, esta intransigência moral coexiste com uma enorme humanidade, aquela que permite um olhar compreensivo sobre os erros dos outros, desde que, no final de contas, o lastro deixado seja positivo. Uma espécie de tolerância devida aos bons.

O filme passa-se todo no carro, numa viagem de quase uma hora e meia (a mesma duração do filme), em que ficamos a conhecer, através dos telefonemas, da linguagem corporal de Locke e dos seus monologos, o drama em que este se encontra. Isto suscita uma reação curiosa por parte de quem fala do filme, apressando-se a explicar o feito, aparentemente surpreendente, de podermos ficar presos a um filme em tão monótono cenário. Mas, na verdade, isso tem pouco de extraordinário. O turbilhão que é a vida (isso: a morte, o amor, a família, as escolhas que fazemos, tudo o resto) acontece por regra nos mais entediantes cenários ou, pelo menos, os do nosso quotidiano, como uma banal viagem de carro. Não esperam, por norma, por uma visita a Paris ou Buenos Aires. 

É, enfim, um filme sobre as coisas que importam na vida, cuja síntese pode ser encontrada na resposta que Locke dá ao ex-patrão: "fuck Chicago".


Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 11:57 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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30.10.14

Divertimento e horror

Noto com divertimento que alguns dos que me acusam de não ser recetivo à música que se faz hoje (ou nas últimas décadas) e de só ouvir música antiga, são os mesmos que se gabam de só ler autores clássicos, cultivando serena impermeabilidade às influências dos vivos. Também noto com horror a facilidade com que consigo notar com divertimento algo apenas poucos segundos depois de falar do Holocausto.
Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 12:25 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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Já vi muita coisa sobre os campos de concentração alemães na II Guerra Mundial. Mas depois de ver este documentário (que passou há dias no Doc Lx), é impossível não pensar nele sempre que ouvir falar do Holocausto

Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 12:20 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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8.10.14

Voto que é útil

"A única forma de um novo sujeito político à esquerda não ser prejudicado pelo voto útil é mostrando que está genuinamente disponível para governar – sob condição, claro – e que por isso o voto em si nunca será desperdiçado."

Pedro Nuno Santos, no I
Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 10:27 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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3.10.14

Dioptrias ideológicas

A Economist é uma revista assumidamente alinhada com a direita neoliberal.  O que não impede que seja também uma boa revista. O que não impede, por sua vez, que, por vezes, sacrifique esta última em nome da primeira. Como neste texto surreal. De cegueira ideológica.

France

The last Valls

Manuel Valls heads the most reformist government France has seen for many years. But might the beneficiaries be Nicolas Sarkozy and Marine Le Pen?

Oct 4th 2014 | JOUY-EN-JOSAS AND PARIS | From the print edition




Continua aqui 


Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 11:26 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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Das melhores coisas que esta democracia republicana nos deu foi ex-presidentes


Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 10:36 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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30.9.14

Problemas do pequeno comércio ou o melhor post de despedida de um blog que já li

Um dia, o banco corrido saiu do seu canto

Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 15:03 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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Plano Nacional de Leitura

Ainda a propósito, estou convencido que esta obra devia constar de qualquer plano de estímulo à leitura (vá, dos adolescentes).


Publicada por Tiago Tibúrcio à(s) 10:58 Sem comentários: Hiperligações para esta mensagem
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