À tarde, no carro, ouvindo em direto pela rádio a votação da rejeição do programa de governo, celebrei, com os meus filhos, a queda deste governo. O mesmo filho citado em título desabafou: "espero que o Passos Coelho não vá agora para o Livre!". (não perguntem).
São assim grande parte dos meus dias.
11.11.15
10.11.15
9.11.15
Mete, de facto, dó. Tanto reacionarismo.
"A situação actual da Assembleia da República não é totalmente inédita e não data apenas deste último mês. Na verdade, é ponto de chegada de um processo gradual de subalternização e decadência de que há numerosos indícios. Vários foram os sinais dados. Aluga-se o hemiciclo para festas e filmes! Nos Passos Perdidos fazem-se exposições! No rés-do-chão canta-se o fado! Nos claustros, come-se sardinha e bebe-se jeropiga! De vez em quando, crianças das escolas brincam aos deputados! Este Parlamento mete dó!"
António Barreto, DN, 8 de novembro de 2015
António Barreto, DN, 8 de novembro de 2015
Estranhar, entranhar; normalidade
Não me agrada mas não me preocupa sobremaneira o ambiente extremado
que se vive perante a perspetiva de um governo com o apoio da esquerda. Daqui a
um, dois, três, quatro anos, o que é hoje inesperado será encarado com mais naturalidade.
E o que é desconhecido, e que alimenta as acusações de uns e a esperança de
outros, estará aí para que possamos julgar. E aí, teremos um país mais normal.
6.11.15
O museu Hergé, na Bélgica, tem este estranho trabalho do desenhador. Não estranho por, sem ser aquele personagem que nos vice primeiro ministra, desconhecer outras referências a Portugal do autor. Estranho sim por este trabalho não fazer qualquer alusão ao nosso país. Se alguém tiver a amabilidade de elucidar... Nom Batal para todos.
5.11.15
Mudanças radicais e moderadas
Num inquérito sobre os partidos portugueses, perguntam-me qual a predisposição de cada um para apoiar o sistema e o modelo político e social vigente ou, pelo contrário, propor alterações políticas e institucionais a esse mesmo sistema.
Com um certo sentido de revelação, noto que os partidos radicais de esquerda destacam-se pela defesa do sistema, ao passo que (que bela expressão!) os partidos da direita dita moderada e conservadora têm-se destacado por quererem mudá-lo.
Outra tradição que se perdeu.
Com um certo sentido de revelação, noto que os partidos radicais de esquerda destacam-se pela defesa do sistema, ao passo que (que bela expressão!) os partidos da direita dita moderada e conservadora têm-se destacado por quererem mudá-lo.
Outra tradição que se perdeu.
O meu problema com "o meu problema com a esquerda" de João Miguel Tavares
João Miguel Tavares tem alguma razão em identificar como um problema a falta de uma graduação comum nas lentes com que a esquerda e a direita vêem a realidade. E que sem esse denominador comum é difícil acordar qualquer resposta à crise. Só claudica num pequeno pormenor. Parecer achar que o problema não é simétrico. À esquerda e à direita. Um exemplo óbvio: a recorrente omissão da direita em relação aos fatores externos na crise portuguesa (do impacto do início da crise financeira ao papel do bce). Outro exemplo óbvio: este artigo do João Miguel Tavares. Ao achar que só a direita enxerga a objetividade dos factos que devem preceder qualquer discussão. Ou seja, o problema da esquerda seria não ver que a direita é que tem razão. Parecendo diferente, isto não anda longe das teses sobre consensos que habitualmente vêm de Belém.
4.11.15
Claro que as eleições se perdem e se ganham. Mas isto é apenas um dos ângulos. É verdade que há aqueles que dizem que ganham sempre. E é verdade também que a razão está do lado deles. Os partidos com representação parlamentar ganham a confiança de muitos portugueses para representarem os seus interesses e as suas angústias. A democracia é mais do que aritmética. É também filosofia.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





