30.4.18

Crise da meia idade

Há os que traem as mulheres, trocando-as por outras, mais novas. Também já a tive, a crise. E traí. Vai para cerca de 10 anos. Quando comecei a trocar o Chico, o João e o Vinicius, por Bach, Haydn e Schubert. Dias há em que sou assaltado pelo remorso e pela nostalgia mas, de um modo geral, corre tudo bem. 



Somos todos Michelle Wolf

Link

12.2.18

Que maravilha





Desenhos dos filhos de Darwin ao draft de "A Origem das Espécies". Muitos mais aqui.

Tiago, sobre o grande Darwin, talvez te interesse espreitar aqui o Darwin Manuscripts Project.

5.3.16

Coisas que me divertem

- Pai, conheces alguém que se chame Michael Jackson?
- Hum?
- Para além do cantor.
- Não. Tu conheces?
- Não.

7.12.15

Hipocrisia em política (breve elogio)


Se a hipocrisia em política é proclamar ideias generosas em público contraditórias com as que se pregam em privado. Se é envidar esforços para executar políticas contra as quais se batem no seu íntimo. Se é ter uma dualidade de critérios consoante esteja em causa a sua esfera privada e o espaço de intervenção público. Se é defender a paz em público e a guerra em privado. Se é contribuir para acabar com as discriminações quando o próprio é feito de preconceito (racial, étnico, homofóbico). Se é ser incoerente com algumas das suas piores convições, nestes casos, diria: ainda bem. 

ps: vem isto a propósito das revelações mais recentes sobre o ex-Presidente norte-americano Woodrow Wilson (sim, o pai da sociedade das nações), que parece não ter sido, afinal, pessoa que se recomendasse em matéria de tolerância.

Hein Semke

Descobri este fim de semana no CAM Hein Semke. Um artista alemão (pintor, escultor, ilustrador e outras dores) que se radicou em Portugal nos anos 30 e que veio a morrer aqui em 1995. Nada tem de especial eu nunca ter ouvido falar dele. Outros tantos muitos haverá de quem nunca ouvi falar. Mas uma pessoa não deixa de se interpelar quando descobre algo de que gosta muito e que sempre esteve aí. É isso, gostei muito. Íssimo. Tem duas telas intituladas "Parlamento" (também por aqui, é certo) e pelo menos uma chamada "Debate". As minhas preferidas, talvez. Pensei em fotografar mas depois desisti, lembrando que o google tem tudo e tira sempre melhores fotografias do que eu. Fui lá hoje. E, sobre estas obras, nada. Ou quase nada. Aparentemente, o google anda quase tão distraído como eu.

Caro Scorcese... esquece, não ligues.


Em matéria de filmes, saliento-me pelo saber, não direi enciclopédico (estaria a exagerar), mas aprofundado sobre aqueles que poderíamos chamar, sem desprimor para com os canônes da crítica cinematográfica, de filmes da treta dos anos 80 e 90. Uns bons (filmes da treta) outros bem mauzinhos. Mas todos eles cumprindo com competência o seu fim último: entretem (como diria, e a meu ver bem, o amigo do meu filho mais novo). Para infelicidade dos meus filhos, decidi(mos) partilhar algum deste saber com eles. Eles parecem apreciar. Da trilogia do Regresso ao Futuro, passando pelo Sozinho em Casa ou o Dennis, o Pimentinha. Se tudo correr como previsto, este estágio servirá para criar as bases para, um dia, lhes apresentar o maior dos filmes do género. Refiro-me, como já terão adivinhado, ao grande Jackie Chan. Can't wait.


Resolução para o ano de 2016 (...e seguintes): filmes scorcese

4.12.15

(agora com adenda) Houve muito alarido a propósito da geometria variável de tratamento do atentado de Paris em comparação com outros. E bem. Espicaça-nos. Já vejo menos reflexão sobre o tratamento diferenciado que a imprensa está a dar ao despedimento de muitos jornalistas dos jornais da Newshold (“i” e “Sol”). Não condeno a forma como tem sido tratado. Antes pelo contrário. Mas não deixa de se notar o efeito da proximidade. Provavelmente, era assim que todos os despedimentos deviam ser tratados. Por vezes, o distanciamento parece servir menos o jornalismo do que a proximidade. Dá que pensar.


Adenda: sempre atenta às parvoíces que se escrevem um pouco por todo o mundo (uma espécie de NSA das redes sociais, mas tudo legal e público  - suponho), a Maria João Pires / Shyznogud fez o seguinte reparo: 

" hum, olha q se reparares n houve grande tratamento jornalístico dos despedimentos do i e do sol. houve muitos comentários em parcelas de redes sociais a q pertences, o q é diferente"

Fui confirmar, pois não levo lições sobre bocas de ninguém (sempre quis dizer isto). 

Excepto neste caso, ao que parece. 

Informo que o último mês foi o meu sexto mais produtivo de sempre

...
Há muitos meses que não escrevia tantos posts.

E porque este é um blogue para mostrar, daqui a uns anos, quão totós eram os meus filhos:

- Sabes quem mandou construir isto (o Aqueduto das Águas Livres)?
- Sei, foi o D. João Pinto.