28.9.10

"Passos Coelho defende Cavaco Silva da hostilidade do «aparelho»" (Público)

Larry David pretende reconciliar-se com a ex-mulher. Para isso, precisa de cair nas boas graças da sua psiquiatra (da ex-mulher). Larry David explica como é que se pode passar de besta a bestial numa questão de minutos.

27.9.10

Enquadramento

Na apresentação do Estudo Económico de 2010 sobre Portugal da OCDE, o Secretário-Geral da OCDE, Angel Gurría, deixou uma série de observações. Mas, antes, e em primeiro lugar, tratou de “situar a economia de Portugal no contexto económico mundial”. Parece lógico que assim se faça. Infelizmente, é este exercício de enquadramento que tantas vezes tem faltado ao debate político nacional, degradando-se, assim, as condições para o surgimento de uma discussão construtiva acerca da melhor forma de ultrapassarmos os problemas que o país enfrenta e que vá além da mera culpabilização do adversário.

“É óbvio que Portugal foi fortemente afectado pela crise mundial e os spreads da dívida pública mantêm-se em níveis elevados, reflectindo as preocupações dos investidores quanto à sustentabilidade orçamental. Esta situação é injusta de vários pontos de vista, especialmente porque Portugal lançou reformas económicas de primeiro plano tanto antes como durante a crise, nomeadamente em matéria de mercado de trabalho e de pensões.”

Angel Gurría, Secretário-Geral da OCDE, cujas observações ao estudo podem ser lidas aqui.

23.9.10

Oposição do "porque não"

O PSD recusa-se a mencionar um só exemplo “dessas coisas todas” em que o Estado (social) devia cortar e onde desperdiça os seus recursos. Para não desresponsabilizar o Governo, diz, como se fosse um mero partido de protesto. Deveria perguntar-se porque é que no Reino Unido, num sistema em que apenas estão representados no Parlamento os partidos como vocação de poder, se chama "governo sombra" à oposição.

Oposição, ao contrário do que o nome sugere, não é um mero exercício de recusa das propostas do governo. É a apresentação de alternativas, sustentadas em argumentos. Como os Monty Python explicaram um dia de forma brilhante, “An argument is a connected series of statements intended to establish a proposition. (…) Argument is an intellectual process. Contradiction is just the automatic gainsaying of any statement the other person makes.”

7.9.10

SOS Hadopi

Resposta da sociedade civil à Lei Hadopi, o polémico dispositivo legal criado para combater a pirataria na Internet. Resumindo: assistência jurídica (não gratuita) para aqueles que forem apanhados nas malhas desta lei. A defesa já está mais ou menos montada. Ça bouge.

Gadjo Dilo



Se a Europa vive actualmente uma crise económica extraordinária, a crise de alguns valores europeus, que damos vezes demais por adquiridos, como o da tolerância e o respeito pela dignidade humana – independentemente da origem, pele ou igreja de cada um – é muito menos extraordinária do que aquela. É, na realidade, muito mais ordinária. Como tantas vezes, vale a pena ler o que escreve Daniel Oliveira sobre o tema, especialmente aqui.

6.8.10

“Nem os juízes podem servir-se de peças processuais para vazar nelas as suas convicções”

Pedagogia democrática. Vale a pena ouvir a declaração do penalista Figueiredo Dias sobre o original despacho do Freeport (disponível aqui). À falta de vídeo, fica uma citação.

“É absolutamente anormal. É absolutamente negativo. O magistrado tem a sua plena autonomia relativamente à aplicação da lei e do direito. (…) Nem os juízes podem servir-se de peças processuais para vazar nelas as suas convicções, os seus entendimentos subjectivos, as suas interpretações pessoais. Não, não!”

4.8.10

É a política. Ou então somos todos estúpidos

Sobre a resposta que o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) entendeu dar à entrevista do PGR muito, mas mesmo muito, haverá a dizer. Gostaria, por agora, apenas de registar uma frase, que denuncia a concepção politizada subjacente à acção desta organização. Refiro-me a este excerto: “É, de todos, o Procurador-Geral da República com mais poderes na história da nossa democracia. Teve o engenho e a arte de acrescentar aos dos seus antecessores novos poderes, inéditos, inconstitucionais, inexplicavelmente concedidos pela maioria parlamentar na legislatura anterior.”. Ora, as leis são o produto da vontade do povo. Não lhes competindo fazer política, para os sindicalistas do Ministério Público não pode haver leis do PS, do PSD ou de outro qualquer partido. Há leis da República, emanação da vontade popular. Isso não os impedirá de apreciar criticamente as leis que os regem. Apenas não o devem, não o podem, fazer com base em apreciações político-partidárias. Muito menos devem, podem, descer à abjecta insinuação de troca de favores entre o poder político e o PGR que aquela frase encerra. Não devem, não podem, porque um Ministério Público onde se faz política seria extremamente perigoso para a democracia. Seria, não. É.

Títulos de um país sem memória

40 anos depois da morte Salazar está na 'moda'

3.8.10

Notícias da Velha Albion


Mais de cem académicos britânicos foram convidados a escolherem quais os primeiros ministros mais bem sucedidos da história recente do Reino Unido. Em primeiro lugar ficou Clement Atlee (na foto), primeiro-ministro entre 1945 e 1951, responsável pela criação do Serviço Nacional de Saúde.

A lista final é a que se segue (retirada daqui).

1. Attlee
2. Thatcher
3. Blair
4. Macmillan
5. Wilson
6. Churchill
7. Callaghan
8. Major
9. Heath
10. Brown
11. Alec Douglas-Home
12. Eden

Não têm aquilo mas têm isto. Fabuloso solo vocal (chamar-se-á assim? duvido)

Giant Steps, num vídeo de belo efeito

Questões pertinentes (no Verão, no Outono ou em qualquer estação)


Como é possível que no youtube não se encontre uma versão do "Easy to love" cantado por esta senhora? Hum?