24.1.11
Mais um insuportável post em que digo como é que acho que a democracia devia ser
Parabéns ou talvez não
Adenda: Discorda-se numas. Concorda-se noutras. Com ipsis e verbis.
22.1.11
Infelizmente, sem link
A Ipsilon conta, na sua edição de ontem, a história de Romain Gary, o único autor a ter recebido por duas vezes (o dobro das permitidas pelo regulamento) o prémio Goncourt. Para isso inventou um pseudónimo, uma história de vida para este e até entrevistas de um primo que se fez passar pelo dito ao Le Monde. Uma maravilha.
Charada
21.1.11
Democracia participativa

Gente como nós
"Nem gosto de usar a expressão "matar". Farto-me de dizer isto: o matar é um acto que acontece por força das circunstâncias. É um acto humano, quer queiramos, quer não. Todos somos capazes de matar em determinadas circunstâncias, quanto mais não seja para defender alguém ou a nós próprios. Se me disserem que para ser burlão é preciso ter jeito, admito que sim. Mas matar não é uma questão de jeito. A maior parte dos homicidas mata num momento de arrebatamento, não o premedita. Logo os outros nunca o poderiam prever. Estamos a falar do crime mais grave do nosso ordenamento jurídico mas, curiosamente, vamos às cadeias e estes homicidas são presos exemplares. Esgotaram tudo naquele acto.".
20.1.11
Última hora
Talvez valha a pena esmiuçar aquele argumento de Cavaco
"Arrastar esta campanha mais três semanas, por desviar as atenções daquilo que é essencial, lançaria custos acrescidos sobre todos os cidadãos portugueses. E é por isso que tenho apelado aos portugueses para que não fiquem em casa", completou o candidato presidencial apoiado pelo PSD, CDS-PP e MEP.
Tudo, aqui.
Cada dia que passa, uma nova razão para não votar Cavaco
Democracias
Sim, confundo deliberadamente cargos executivos e não executivos. Por maioria de razão.
A insistência de Cavaco Silva de que a experiência (governativa e no próprio cargo, presume-se) e os conhecimentos constituem uma quase condição para ocupar o lugar está muito longe de estar demonstrada.
Por economia de espaço, vamos até fingir que nem reparámos que a enorme experiência de Cavaco e os seus sólidos conhecimentos económico-financeiros de nada nos serviram nos últimos cinco anos.
A tese da experiência e dos conhecimentos, dizia eu… Se os eleitores americanos tivessem adoptado este critério através da história, Obama nunca teria sido eleito (e não foi por Hillary não se ter esforçado em atirar-lhe isso à cara). Nem Kennedy. Ou Roosevelt. Muito menos Reagan. Ou Clinton, que quando foi eleito não tinha sido mais do que governador de um pequeno estado como o Arkansas. Se os eleitores franceses tivessem adoptado esse critério, não teria havido Mitterrand. Se os eleitores britânicos tivessem seguido esse critério… bem, os britânicos despediram Churchill quando acharam que ele tinha experiência a mais. Se os portugueses se tivessem orientado por esse critério, o próprio Cavaco nunca teria sido eleito primeiro-ministro...
19.1.11
A Índia (ou o mundo) a vários tons
Gonçalo M. Tavares:
Na Índia, homens velhos que escutámos
durante horas e julgávamos já eternos,
levantam-se, subitamente, e começam a
urinar em plena rua, para cima do lixo
que cães, segundos antes, tentavam mastigar.
Respeito e nojo coincidem estranhamente
no mesmo homem: o mundo não
é claro e depois escuro, o mundo, cada pedaço dele,
é claro e escuro.
E quando um místico urina com displicência ao nosso lado
ensina-nos isso, e outras coisas.
Uma Viagem à Índia, Canto VII, estrofe 21
Furtado ao Porfírio Silva
Coisas simples
Daniel Cohen, presidente do "conseil d'orientation scientifique de la Fondation Jean-Jaurès", citado neste artigo sobre o impasse em que se encontra actualmente a social-democracia europeia.
18.1.11
Javier Cercas
Post sem final feliz
É fácil antecipar que, um dia, o mesmo venha a acontecer por cá. Que só quando a direita chegar ao poder e começar a desfazer, tijolo a tijolo, o edifício do Estado Social, é que compreenderemos melhor o legado do actual governo (o tijolo do CSI, o tijolo da escola pública de qualidade para todos, o tijolo da Segurança Social pública, o tijolo do SNS, o tijolo da concertação social, etc.).
Aí tudo ficará mais claro. Mas também será tarde demais para voltar atrás.
14.1.11
Pálidas ideias
Dirige-a aos candidatos presidenciais adversários do actual chefe de Estado, que, reclama, “não fazem a mais pálida ideia sobre o que verdadeiramente é a função presidencial”.
Concretamente em relação a Manuel Alegre, critica-lhe o seguinte:
“Se, pelo contrário, estava a referir-se a leis ordinárias, deveria então também saber que, se as mesmas violassem direitos sociais previstos na Constituição, ele [Alegre] não poderia utilizar o veto político (que não é um instrumento de controlo de constitucionalidade), mas sim o sistema de fiscalização junto do Tribunal Constitucional.”
A inevitável pergunta que nos ocorre é, então, a seguinte: quão pálida é a leitura que Cavaco Silva faz dos poderes presidenciais, nomeadamente quando opta por vetar politicamente um diploma por razões de constitucionalidade, como aconteceu no estatuto político e administrativo dos Açores, algo que justificou (em entrevista ao Público) ter sido para manifestar a sua forte discordância “dando a cara e não através de terceiros*”?
* os terceiros, presume-se, são os juízes do Tribunal Constitucional
13.1.11
Círculo vicioso (ou será ciclo vicioso?)
Para memória futura
12.1.11
Accountability
"O pacote sobre enriquecimento ilícito é muito popular e corre o risco de ser aplaudido, de quatro, pela multidão — uma vez que se inclui a excrescência «ilícito», a que em breve bastará cair o «i» inicial para se entrar na paranóia aguardada."
E isto:
"Com o ataque ao enriquecimento ilícito, um justíssimo combate, vêm a inversão ao ónus da prova, a desconfiança permanente transformada em motor da investigação e a quebra dos sigilos profissionais."
E também isto:
"Com a inversão do ónus da prova, essa grande conquista da democracia (é o povo que a pede, suponho), entraremos num admirável mundo cheio de pessoas honestas ou tendencialmente purificadas, em que não haverá mais financiamento obscuro das campanhas partidárias (prometem?), não haverá mais nomeações sem escrutínio e sabatina (prometem?), não haverá mais empresas favorecidas — politicamente — em concursos (prometem?), não haverá mais «vírgulas» nem contaminações de investigações por suspeitas políticas. Seremos exemplares."
11.1.11
Já faz vários dias, aliás
10.1.11
E porque anteontem foi sábado...
Livro de reclamações(inhas)

5.1.11
Cada país tem o escândalo Lewinsky que merece
Nicolau Santos, no Expresso, citado aqui (via acolá).
Resumindo, Cavaco não teve qualquer relação com o BPN, assim como Clinton não teve "qualquer relação sexual com aquela mulher". Sendo assim, a SLN é..., precisamente.
A citação é apenas para fazer um ponto político mas a entrevista vale pelo que nos ajuda a pensar a crise (alerta: sintaxe desta frase desconhecida)
A Europa estava centrada no investimento público.
"E de repente passou para uma coisa completamente diferente. E isso não se pode fazer. Em política económica não se podem fazer essas mudanças sem uma justificação muito grande. Pode dizer-se que a Europa foi apanhada de surpresa pelas crises da dívida soberana. Talvez. Mas isso não deveria implicar fazer o que fez. "
João Ferreira do Amaral, em entrevista ao "i".
4.1.11
Notícias sem informação
28.12.10
Quem não quer ser monge não lhe veste o hábito
"Esta semana, até ao início do ano, será particularmente activa em movimentações jurídicas. Sindicatos da Função Pública, entre eles Professores, Magistrados e Juízes estão a ultimar pareceres contra a redução salarial imposta pelo Governo."
Notícia daqui.
25.12.10
21.12.10
Aprender a democracia (dueto)
15.12.10
Filho de pais incógnitos
Fala da clareza dos dados.
Fala dos piores resultados da Suécia e da República Checa na Matemática, Ciência e literacia, que imputa (e bem) às políticas da despublicização do ensino.
Dos incríveis (gosto de adjectivos) progressos de Portugal nestes domínios, bem como de sermos dos países onde o sistema educativo melhor corrige as assimetrias socio-económicas, que imputa a... não imputa.
Ao ler o texto de Daniel Oliveira, fico com a sensação que, ao contrário dos resultados da Suécia e da República Checa, os de Portugal são filhos de pais incógnitos. Como se dizia noutros tempos, quando havia embaraço em assumir as reais paternidades.
Pernicioso costume presidencial?

Ora, quando o Presidente da República introduz nos costumes presidenciais o hábito de promulgar leis sob reserva, exprimindo (até sob a forma de mensagem dirigida à AR) a sua discordância, deixa-nos com a seguinte perplexidade: quer dizer que concorda com todas as leis que promulga sem mensagem? Mas desta forma não se está a co-responsabilizar pelas opções políticas da AR e do Governo, pondo de alguma forma em causa o poder moderador e de controlo que deve exercer sobre estes órgãos de soberania? Dúvidas.
14.12.10
Holbrooke
Previsões
Ia jurar que oiço há anos Pedro Magalhães tentar afastar esta ideia de que as sondagens preveêm o que quer que seja. Medem intenções, dão-nos o retrato dessas preferências num determinado período temporal. Mas não pretendem adivinhar o futuro. Quer isto dizer alguma coisa? Não faço ideia. É apenas estranho.
13.12.10
Os telegramas da embaixada (ei, psst! agora com adenda)
Adenda: este post visava sobretudo manifestar a minha reacção à forma e ao estilo (enxuto) dos telegramas. Quanto ao conteúdo, parece-me haver de tudo, inclusivamente coisas destas:
"Both the PCP and BE are poised to gain support in national legislative elections, but are too small to govern. Each party hopes to form a coalition with the PS"
Assim, queiram, por favor, desconsiderar a parte em que refiro análise "informada e perspicaz". Quanto ao resto, mantenho.
As minhas músicas de 2010
10.12.10
Discutir a liberdade de expressão. Gerúndio.
7.12.10
Bússola eleitoral: ser de direita é conseguir ler isto sem frémito ocular
6.12.10
Estranho mundo este...
4.12.10
3.12.10
2.12.10
Dúvida metódica
Sprechen Sie Deutsch?
Gosto de viver num país assim (e onde os juros da dívida descem e etc.)
30.11.10
Para que não subsistam dúvidas
* grazie mille per la correzione
Não percebo um boi de italiano (embora saiba pedir uma cerveja e uma sandes de atum e tomate) mas isto não parece nada bom
Disoccupati, record dal 2004
Cresce ancora il differenziale dei titoli di Stato rispetto a quelli tedeschi, al massimo da quando esiste l'euro. E piazza Affari va subito giù, per poi tornare in parità. L'euro resta debole. Disoccupazione all'8,6%. Il commento preoccupato del sottosegretario: "Servirebbe un vaccino"
Monsieur le premier ministre
29.11.10
Wikileaks II
Wikileaks
O fundamental
Miguel Sousa Tavares, "Expresso" de sábado passado (via Câmara Corporativa).
28.11.10
26.11.10
Sugiro a Cavaco que simplifique e designe desde já o desígnio nacional como desígnio nacional
Cavaco defende Educação como “desígnio nacional”
O mar é o "desígnio" que Portugal precisa (Cavavo Silva)
Cavaco Silva foca atenção na desertificação, «um verdadeiro desígnio nacional»
Post interessantíssimo, de nada
25.11.10
Ele há coisas
Ainda muita água há-de passar por este moinho (ou lá como é que se diz)
24.11.10
Alguém que diz isto revela tanto, tanto mas tanto sobre si
Tweet não editado
Greve geral
Mais textos sobre a greve geral:
- de Sofia Loureiro dos Santos
23.11.10
Com dedicatórria
Chico Buarque, Apesar de Você, em escuta numa manifestação perto de si (mim)
Uma tragédia portuguesa, com certeza*

* agora corrigido, depois de um original "concerteza", que ainda há umas poucas horas achávamos correcto mas que já nos envergonha muito. Obrigado ao leitor pela preciosa chamada de atenção.
22.11.10
Portugal não é a Irlanda. É o Chile.
O chileno Antonio Skármeta veio a Lisboa apresentar o seu novo livro, Um Pai de Filme. Em entrevista à Antena 2, aí pelas 19.30… não, seria um pouco mais tarde, talvez 19.45…esperem… sim, eram mesmo 19.45... ou talvez um pouco mais tarde, mas por aí (desculpem, sempre quis fazer isto), acabou a dizer que achava que o seu Chile natal e Portugal partilhavam algumas características peculiares: pequena dimensão, geograficamente no limite de um continente, ambos tiveram ditaduras, que “passaram para democracias felizes”, e depois “democracias menos felizes”. Finalmente, tanto em Portugal como no Chile, “o Sol põe-se no lado certo”. No lado certo... faz sentido.
Obama ao 60 minutes
Obama: I do get discouraged, I mean, there are times where I thought the economy would, had gotten better by now. One of the things I think you understand as president is you’re held responsible for everything. But you don’t always have control of everything. Especially an economy this big. There are limited tools to encourage the kind of job growth that we need.
21.11.10
18.11.10
Artes da marinhagem, há quem diga
* Creio que foi Pedro Mexia quem, um dia, notou a facilidade com que na imprensa (e também nos blogs) se deita lama para cima das pessoas, por vezes atingindo a sua dignidade de forma irreparável, mas são sempre tão pudicos a nomear os palavrões.
17.11.10
Em estangeiro* é que a gente se entende
if the EU could wave a magic wand and create a fiscal union tomorrow, its overall budgetary position would be easily the best in the developed world. There would be no “European” sovereign debt crisis. It is very important to remember this, because it shows that the solution to this problem lies in Europe’s own hands.The second point to note is that the peripheral eurozone economies (Portugal, Ireland, Greece and Spain), taken as a group, have quite similar budgetary requirements as the advanced nations as a whole - no better, but no worse either (at least on the latest IMF numbers). In fact, the only country which seems to be a potential outlier is Ireland, and these IMF figures do not take account of the extra tightening of 4 per cent of GDP which is promised in the coming budget. If this is passed, the Irish numbers would suddenly look much better. Based on this, it might seem surprising that this block of countries is in such trouble.(...)
If politicians want to preserve the monetary union (and it appears that everyone still does), they will need to come to an agreement under which there is some further fiscal co-operation between member states while the budgetary tightening takes effect in the periphery. And in exchange for this there will have to be much tougher long term budgetary and regulatory arrangements, so that the financial free riding which occurred in the boom years (and which actually affected private debt, rather than public debt) can never again take place.(...)"
Excerto do artigo de Gavyn Davies, no Financial Times (via Pedro Adão e Silva*, via Pedro Lains)
Conselhos "free grátis"
"O mundo a partir de Berlim"
16.11.10
United Colours of Benetton (todos diferentes, todos iguais)
Fazer a diferença
Rui Tavares, na sua crónica do Público de hoje (disponível aqui), sobre os projectos escolhidos para receber a bolsa que o próprio patrocinará (e para os quaisrecolheu, entretanto, o apoio de mais três cidadãos).
15.11.10
Pôr os óculos, s.f.f
"As palavras de Merkel destinavam-se a animar a base do seu partido, que recentemente perdeu o controlo do Bundesrat, a câmara alta do Parlamento, depois de ser afastado do poder no populoso estado da Renânia do Norte-Vestfália. No próximo ano, vão a votos seis dos 16 estados da Alemanha, em eleições regionais que podem determinar o futuro político do governo de coligação."
Aqui.
Mais vale prevenir
Já me queixei da vaidade, ganância, cupidez, arrogância, mau gosto, negligência, indiferença, insensibilidade, sovinice, mesquinhez, irascibilidade, estupidez, insolência, altivez, lerdice, e por aí fora. Ou seja, de muito daquilo que eu, em tantos outros momentos, também poderia ser acusado. E faço-o nas costas, que é o lugar certo para se desabafar sobre estas coisas (vá, por favor não me façam explicar o que são “estas coisas”, tá bem?). Excepto para os sociopatas. Nas costas, pois só aí temos a liberdade da hipérbole, da imponderação, do simplismo. A liberdade de sermos injustos. Nas costas, pois só daí podemos regressar sem consequências, precisamente porque não é suposto haver consequências. A vida não é um palco. Cansado.
Óculos para ver ao longe
Tony Judt, em excerto publicado na Ler de Novembro de “Um Tratado sobre os Nossos Actuais Descontentamentos”, que espero muito, muito que já esteja na lista de prendas de Natal de… (smile)
12.11.10
Da série pi@das de que me vou arrepender
Gosto de democratas assim
(...) "The book may not change the minds of those who disagree with decisions President Bush made, but it will help you to understand better the forces that molded him and the convictions that drove him to make those decisions."
"I hope 'Decision Points' will help my fellow Democrats to see why I like George Bush, in spite of our differences, and will encourage all Americans, whatever our politics, to be more open to listening to and working with those with whom we disagree. America needs that now."
Árvores, florestas, corredores, bastidores. A vida é um palco
Que este seja um orçamento de austeridade, surgido da necessidade de fazer face à maior crise económica e financeira internacional dos últimos 80 anos, convocando um esforço inédito em democracia de redução da despesa do Estado, que passa, também, por medidas muito duras (necessárias mas inegavelmente impopulares) sobre os funcionários públicos e sobre a população em geral, parece ser algo de irrelevante para a comentadora. Que os cidadãos expressem neste momento o seu descontentamento por algumas medidas deste orçamento com evidente efeito nas finanças das famílias portuguesas não ocorre à editora política da SIC. Que seja o Governo o principal responsabilizado pelo orçamento também parece algo de excêntrico. Corredores e bastidores. Reduzindo frequentemente a política a estes meandros, os especialistas do comentário político esquecem-se demasiadas vezes de se sentar na plateia e assistir à peça em cena.
(Figas) Também estranharão quando, a manterem-se os bons resultados que a economia portuguesa vai revelando, o país começar a sair, paulatinamente, do espartilho político e financeiro decorrente desta crise, e os portugueses reconhecerem que as medidas adoptadas foram as adequadas. Tal como estranharam durante anos que o Governo mantivesse a sua base de apoio, apesar das reformas que empreendeu.
Isto também são ónus para as gerações vindouras (ao menos as PPP têm um benefício associado)
8.11.10
Dardos (um prémio, um prémio)

O Câmara Corporativa teve a amabilidade de distinguir este blogue com o prémio Dardos, a saber: “O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideiais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc.... que, em suma, demonstrem a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras e as suas palavras. Estes selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.»
Fica, assim, para a história mais um prémio deste que vos escreve (o segundo), vinte e muitos anos depois de, com apenas sete ou oito anos, ter vencido o de melhor máscara de carnaval da escola, com um indisputável Frank ‘N Stein. Segue a lista* dos blogues onde encontro sempre reflexão estimulante, frequentemente original (naquele sentido de não se limitar a repetir o que outros dizem, mesmo que digam o mesmo), e, talvez o mais importante, com profundo sentido democrático (na verdade, não sei bem o que esta última parte queira dizer mas sei que é isto que gosto nestes blogues).
Léxico Familiar
Pedro Lains
Sound & Vision
Cibertúlia
Economia Política
Banco Corrido
Direitos Outros (para este, deveria pedir escusa, se este fosse um blogue sério. Não é o caso)
*haverá muitos merecedores de nomeação mas só me ocorrem estes oito
O relativismíssimo
Colocar com esta displicência, como “um acho que”, algo que devia ser o mínimíssimo denominador comum de qualquer Estado de direito é muito, muito preocupante.
Porques e porquês
Frases em destaque:
- “Germans are mad” (frase de abertura)
- “Central split in the world economy is between the countries with a trade surplus (Germany, China, Japan) and those with a trade deficit (The US, UK, Spain, Portugal, Italy).“. Alemanha, China e Japão, por um lado, e EUA, Reino Unido, Espanha, Portugal e Itália, por outro.
- “Schäuble’s resentment may well stem from his realization of his country’s ultimate impotence—why should Germany suffer just because we lived beyond our means? But if the debtor nations strive to limit imports, there is little Schäuble can do to stop us. And our living beyond our means created jobs in Stuttgart”. Porquê e porque, nomeadamente.
- “Schäuble is correct that we in the profligate nations need to get our own houses in order. But the recession has already forced much of that correction. Private sector saving as a percentage of GDP has gone through the roof, which of course is part of the reason for our slow growth. If the surplus nations—China, Germany, Japan—don’t stimulate consumption at home, global demand will inevitably shrink. Keynes was right. The surplus nations cannot force all the costs of adjustment on us. If they try, it may well backfire on them. For sixty years, German economic growth has been focused on their expanding export sector. Perhaps, if they don’t watch out, it might be their growth model that soon will be in deep crisis.”
5.11.10
4.11.10
A necessidade de controlo do 4.º poder
Adenda: na SIC Notícias, às 19h00 estavam a dar a informação correctamente no início da peça (Portugal subiu um lugar no ranking IDH), concluindo, porém, pela bitola das 15h00, que "Portugal tem, assim, vindo a perder lugares neste ranking (quando ocorre precisamente o contrário). Foram semi-compententes. Já não é mau.
