29.8.11

Lunch break


Hora de almoço. Ir a casa. Estava bom, obrigado. Ligar a televisão. Campeonato do mundo de atletismo (e em directo). Final dos 100m feminina. Reconhecer, por incrível que pareça, uma ou outra cara. A vitória da norte-americana Carmelita Jeter mas isso pouco importa (nem foi uma prova particularmente notável, exceptuando o facto de esta já ter entrado nos 30, embora o que seja isso para quem é do tempo da fabulosa Marlene ottey...). Apanhar um lançamento do peso feminino. O lançamento do peso é uma prova chata. Desde que, claro, não se veja mais do que três minutos. Ao segundo lançamento, já é assim-assim. No terceiro, já sou um candidato a especialista na modalidade. E o terceiro foi mesmo um espectacular ensaio da neo-zelandesa. Depois veio a final dos 110m barreiras. Emocionante q.b. Mas uma pessoa não chega aos trinta e tal sem carregar consigo umas quantas memórias. E se há área em que estas memórias se manifestam é, como se sabe, nos 110m barreiras. O mesmo é dizer: Colin Jackson. Um dos meus atletas preferidos de todos os tempos. Fim da pausa para almoço.

22.8.11

Por outro lado, é tudo uma questão de expectativas

Uma questão com que tenho de lidar com alguma frequência é que, vezes demais, pareço mais esperto do que realmente sou. Não digo que seja esperto. Ou que pareça esperto. Apenas que pareço mais esperto do que, na verdade, julgo ser. Um bom exemplo do que estou a tentar dizer é o meu currículo. Apesar de tudo, dá uma imagem das minhas capacidades bastante lisonjeira. Este problema manifesta-se, naturalmente, tanto nas relações profissionais como nas pessoais. Assim como assim (clap, clap, acabo de me estrear nesta expressão. Acho que não vou repetir), prefiro lidar com as primeiras. Haverá quem lhe chame um complexo de inferioridade. Por mim, tudo bem. Ou melhor, com o tempo, uma pessoa vai-se habituando. E acontece que os complexos, e em especial o de inferioridade, têm um potencial cómico enorme, em particular na modalidade de auto-retrato. E isso é engraçado. Curiosamente, com o humor, acontece precisamente o inverso. Tenho muito mais graça do que, geralmente, consigo dar a entender.